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Saúde

Massagem terapêutica para dores crónicas nas costas: o que diz a ciência, como atua e em quantas sessões

· · 5 min de leitura · Dmytro Chervenyak Dmytro Chervenyak
Massagem terapêutica para dores crónicas nas costas: o que diz a ciência, como atua e em quantas sessões

Resposta curta: a massagem terapêutica é uma das abordagens não-farmacológicas com mais evidência para a dor lombar crónica, porque a maior parte desta dor está nos tecidos moles, e os tecidos moles respondem a trabalho manual dirigido. Vamos ver o que mostram os estudos, como a massagem atua e quantas sessões são realistas.

Se as costas te doem não há um dia, mas há meses, é provável que já te tenhas habituado. Tomas um analgésico, melhora umas horas, e no dia seguinte está tudo na mesma. E há um número que tira logo metade do medo: em ressonâncias de pessoas sem qualquer dor, encontram-se hérnias e desgaste em cerca de 40% dos casos. Ou seja, “ter algo no exame” não é o mesmo que “estar condenado à dor”.

Este artigo foca-se na evidência e no protocolo. Se procuras o panorama completo — mitos, como decorre a sessão passo a passo e como escolher terapeuta em Leiria — vê o guia completo da massagem nas costas em Leiria.

O conteúdo é da responsabilidade de Dmytro Chervenyak, Terapeuta Manual na Físalis.


Porque é que a dor crónica nas costas raramente é “a coluna estragada”?

Porque na maioria dos casos a origem está nos músculos e na fáscia, não numa lesão óssea, e isso é boa notícia: tecido mole trata-se.

A fáscia é uma membrana fina que envolve os músculos; quando ela e os músculos perdem elasticidade e ficam tensos, as costas doem mesmo sem nada “partido”. É por isso que a imagem de um exame e a dor real nem sempre coincidem.

💡 Para guardar: encontrar uma hérnia ou desgaste num exame não significa que seja essa a causa da tua dor. Muita gente sem dores tem exatamente os mesmos achados.

Quais são as causas mais comuns da lombalgia crónica?

Há cinco causas frequentes, e quase todas são musculares ou de tecido mole.

  1. Síndrome miofascial — quando se formam pontos-gatilho, pequenos nós firmes no músculo que se contraem, não largam e chegam a enviar dor para outras zonas.
  2. Disfunção postural — o desalinhamento de horas sentado, em que a carga se distribui de forma desigual e sobrecarrega sempre os mesmos músculos.
  3. Espasmo à volta do disco. O disco em si raramente dói. Dói o espasmo de proteção dos músculos à volta dele, que limita o movimento.
  4. Síndrome facetária — desgaste das pequenas articulações entre as vértebras, mais comum a partir dos 50.
  5. Tensão do stress. Quando o sistema nervoso simpático (o modo “em alerta”) não desliga, o músculo mantém-se tenso mesmo quando achas que estás a descansar.

Como é que a massagem atua na dor lombar (o que mostram os estudos)?

A massagem atua em vários níveis ao mesmo tempo, e é por isso que costuma resultar onde medidas isoladas ficam aquém.

Solta os pontos-gatilho e o músculo deixa de segurar tensão a mais. Devolve mobilidade à fáscia, para as costas se moverem com mais liberdade. Ativa o sistema nervoso parassimpático — o modo em que o corpo deixa de estar “em alerta” e começa a recuperar. Estimula a circulação local e eleva o limiar da dor através das endorfinas que o corpo liberta com um bom toque.

E não é só experiência de quem trabalha com mãos. Num ensaio publicado nos Annals of Internal Medicine (Cherkin et al., 2011), a massagem terapêutica na lombalgia crónica revelou-se superior ao tratamento habitual, com benefícios mantidos aos seis meses. Uma revisão Cochrane (Furlan et al., 2015) confirma que a massagem pode dar alívio na dor lombar, sobretudo quando combinada com exercício.

“Então é só uma massagem mais cara?” Não. O que muda não é o toque, é a avaliação que vem antes e decide que músculo trabalhar. Massajar só onde dói, sem perceber a fonte, é tratar à sorte.

Protocolo: quantas sessões e com que frequência?

Em média, a tensão recente melhora em poucas sessões e a dor crónica precisa de um ciclo mais longo, porque há padrões antigos a desfazer.

FaseFrequênciaDuraçãoObjetivo
Aguda (semanas 1–3)2x por semana45 minAliviar dor e espasmo
Subaguda (semanas 4–8)1x por semana60 minTrabalho profundo, postura
Manutenção1x por mês60 minEvitar o regresso da dor

Não é uma receita rígida, é um ponto de partida. O plano real define-se depois de avaliar as tuas costas. Se quiseres ver como decorre essa avaliação, está descrita em como decorre a primeira sessão.

O que esperar depois das primeiras sessões?

É normal que nas primeiras 24 a 48 horas os músculos fiquem um pouco doridos. Não é um agravamento, é sinal de que os tecidos se estão a reorganizar.

Chama-se reação tecidular pós-manipulação — uma ligeira dor muscular depois de um trabalho profundo, parecida com a de um treino novo. A maioria sente um alívio claro por volta da terceira sessão: menos dor, costas mais soltas e, o que muitos notam primeiro, melhor sono e menos vontade de recorrer a anti-inflamatórios.

Quando a massagem não chega e é preciso o médico?

Perante sinais de nervo preso — dor que desce com força pela perna, dormência, perda de força ou formigueiro que não passa — o passo certo é o médico primeiro.

Sendo direto, porque é uma questão de respeito pelo teu corpo: a massagem é uma parte forte da recuperação, mas não é a história toda. Funciona melhor com algum reforço do core e atenção à postura, e há casos que são mesmo para o médico. Na Físalis, se for esse o teu caso, dizemos-to com honestidade. A lista completa de quando não se faz massagem está no guia completo.

Vale a pena, se trabalhas muito?

Se as costas te atrapalham a trabalhar e a dormir, pô-las em ordem não é um gasto, é um investimento no recurso com que avanças para os teus objetivos.

Avanças com a tua própria energia, e ela depende de teres um corpo descansado e não um corpo apertado. Se reconheceste a tua dor neste artigo, o passo seguinte é simples: começa por uma avaliação na Físalis, em Leiria.

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Ver o serviço: Massagem Terapêutica de Costas

Perguntas frequentes

A massagem para as costas tem mesmo evidência científica?

Sim. Para a lombalgia crónica é das abordagens não-farmacológicas mais estudadas, com ensaios e revisões a mostrarem alívio, sobretudo quando combinada com exercício.

Em quantas sessões vou sentir diferença?

Para tensão recente, normalmente 3 a 5 sessões. Para dor crónica, em geral 8 a 10, porque há padrões antigos a desfazer. A maioria nota uma melhoria clara por volta da terceira.

É normal doer depois da primeira sessão?

Sim, uma ligeira dor muscular nas 24 a 48 horas seguintes é comum e passa. Não é agravamento, é o tecido a reorganizar-se.

A massagem chega, ou preciso de exercício também?

Resulta melhor em conjunto. A massagem desfaz a tensão; o movimento certo impede que volte. Por isso o trabalho em casa faz parte do resultado.


Autor: Dmytro Chervenyak, Terapeuta Manual na Físalis.

Fontes: GBD 2021 Low Back Pain Collaborators (Lancet Rheumatology, 2023); Cherkin DC et al. (Annals of Internal Medicine, 2011); Furlan AD et al., Massage for low-back pain (Cochrane Database of Systematic Reviews, 2015); Brinjikji W et al. (AJNR, 2015, achados imagiológicos em populações assintomáticas); Travell & Simons, Myofascial Pain and Dysfunction (pontos-gatilho).

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Dmytro Chervenyak Mestre em Fisioterapia

Mestre em Fisioterapia e Ergoterapia pela Universidade Católica Ucraniana, com reconhecimento pela DGES Portugal.…

Conteúdo produzido com apoio de IA, revisto pela equipa Fisalis.