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Dor nas Costas

Massagem nas costas: o guia completo — das causas reais da dor à escolha do terapeuta em Leiria

· 15 min de leitura · Dmytro Chervenyak Dmytro Chervenyak
Massagem nas costas: o guia completo — das causas reais da dor à escolha do terapeuta em Leiria

Acorda com a zona lombar rígida. Passa o dia ao computador e, ao fim da tarde, chega aquela tensão entre as omoplatas que já faz parte da rotina. Toma um analgésico, melhora umas horas — e no dia seguinte está tudo na mesma. Se isto lhe é familiar, não está sozinho.

A dor lombar é, segundo o estudo Global Burden of Disease 2021 (publicado no Lancet Rheumatology), a maior causa de incapacidade no mundo — afetou cerca de 619 milhões de pessoas em 2020. E há um detalhe que torna isto pessoal: a maior parte deste peso recai sobre pessoas em idade ativa, entre os 20 e os 65 anos. Não é uma dor “de velhos”. É, sobretudo, a dor de quem trabalha.

A parte que poucos ouvem é esta: na maioria dos casos, a dor nas costas é muscular — e isso quer dizer que tem solução. O problema raramente é “a coluna estar estragada”. É, quase sempre, a forma como os músculos aguentam a carga do dia a dia.

Este guia leva-o por esse caminho do início ao fim: os mitos em que provavelmente acredita (e que talvez estejam a piorar a sua dor), o que acontece mesmo dentro do músculo, quando a massagem ajuda — e quando não ajuda —, como decorre uma sessão passo a passo, e como escolher um terapeuta em Leiria sem se enganar.

O conteúdo é da responsabilidade do Dmytro Chervenyak, Mestre em Fisioterapia (grau reconhecido pela DGES Portugal), com mais de 8 anos de prática clínica em terapia manual.


Primeiro, o mito que provavelmente lhe vendem: “senta-te direito”

Vamos começar por derrubar a ideia mais repetida sobre dor nas costas — porque é capaz de estar a perder tempo por causa dela.

Toda a gente já ouviu: “a tua dor é da má postura, senta-te direito”. Parece lógico. Mas a verdade é mais subtil. Nem sempre a postura e a dor andam juntas. Há pessoas com posturas “perfeitas” cheias de dores, e pessoas com ombros tortos que nunca sentiram nada.

E mais: pequenas assimetrias — um ombro um pouco mais alto, pernas com até 1 cm de diferença — quase nunca têm importância clínica. Aqui está o detalhe que ninguém conta: forçar o tempo todo uma “postura certa”, com os músculos tensos, pode até criar mais desconforto.

Isto não quer dizer que a postura não conta. Quer dizer que a solução não é o esforço de “estar direito” — é perceber que músculos estão sobrecarregados e porquê. E isso só se sabe com uma avaliação.

💡 Para guardar: a dor nas costas raramente vem de uma só “coisa errada”. Vem de um padrão. E padrões mudam-se com trabalho dirigido, não com frases feitas.

O que é a massagem terapêutica (e porque não é um spa)

Massagem terapêutica e massagem de relaxamento têm a mesma palavra, mas são serviços diferentes.

A de spa procura um bem-estar geral: pressão suave, a mesma coisa para toda a gente. É agradável e tem o seu lugar.

A terapêutica parte de um princípio: avaliar antes de tratar. Não é a mesma técnica para todos, porque cada dor tem a sua causa. O objetivo não é só aliviar no momento — é perceber porque é que a dor volta. Se quer a comparação a fundo, leia massagem terapêutica vs massagem de relaxamento.

E o que acontece no corpo durante uma boa sessão é mais interessante do que parece. A massagem não “amassa” só o músculo:

  • Mexe com o sistema nervoso. Sobe os níveis de oxitocina, dopamina e serotonina — daí aquele alívio que não é só físico.
  • Mexe com a química do músculo. Acelera o metabolismo local e ajuda a “limpar” o que sobra da contração, como o ácido lático.
  • Tem efeito que dura. Há estudos que mostram efeitos da massagem a manterem-se até cerca de 5 semanas. Não é um alívio que evapora à porta.

Se está a pensar: “então é só uma massagem mais cara?” — não. O que paga a mais não é a massagem. É o diagnóstico que vem antes, e que decide qual massagem fazer. Já lá vamos.

Porque é que as costas doem: as três zonas e o “culpado” que não está onde dói

A coluna tem três zonas que costumam dar problemas.

Pescoço. A queixa clássica de quem trabalha sentado. Horas com a cabeça virada para o ecrã cansam os músculos do pescoço. Resultado: rigidez ao virar a cabeça, tensão constante e, muitas vezes, dores de cabeça que começam na nuca.

Meio das costas. A zona entre as omoplatas vai acumulando tensão em silêncio — postura curvada, stress, respiração curta.

Lombar. A pior das três. Quando passa horas sentado, a frente da anca encurta e os glúteos “desligam-se”, e a lombar fica com a fatura. Aprofundamos isto em dor lombar: 5 sinais de que precisa de massagem terapêutica.

A parte fascinante: a dor mente sobre onde nasce

Aqui está um dos factos que mais surpreende quem chega à Fisalis. Existem os pontos gatilho: pequenos nós dentro do músculo tenso, do tamanho de um caroço de 2 a 10 mm. E têm uma manha — provocam dor longe do sítio onde estão.

Ou seja: o lugar onde lhe dói pode não ser o lugar do problema. Um nó num músculo do ombro pode mandar dor para a cabeça. Um na lombar pode mandar dor para a nádega ou para a perna. É por isso que tanta gente “massaja onde dói” durante meses sem resultado — está a tratar o sítio errado.

Como é que estes nós se formam? A explicação mais aceite fala de uma espécie de “crise de energia” no músculo: uma sobrecarga prende o músculo em contração, falta-lhe combustível para relaxar, e fica um ciclo vicioso que mantém o nó apertado e a dor a espalhar-se.

E há um sinal quase teatral: o “sinal de salto”. Quando o terapeuta carrega num ponto gatilho ativo, a reação é tão forte que a pessoa salta. É um dos sinais de que se acertou no ponto certo.

💡 Curiosidade útil: é isto que separa um ponto gatilho das dores da fibromialgia. No ponto gatilho há dor que viaja e há “salto”. Na fibromialgia, a dor é só local. Um bom terapeuta sabe ver a diferença.

“Mas a minha é só uma dorzinha, passa sozinha.” Talvez passe. Mas a maioria das dores crónicas começou exatamente assim. Um ponto gatilho pode estar anos calado e acordar com uma noite mal dormida ou uma semana de stress. Uma avaliação de 40 minutos pode poupar-lhe meses de tentativa e erro.

A quem se destina — e, mais importante, quando NÃO se faz

A massagem terapêutica ajuda em dor e tensão muscular (pescoço, meio das costas, lombar), pontos gatilho, dores de cabeça de tensão, recuperação no desporto e apoio em casos de hérnia — com a ressalva que se segue.

A parte que um spa nunca lhe diz

Esta é a fronteira entre tratamento a sério e marketing. A massagem não trata tudo.

Não se faz massagem em casos de infeção, inflamação aguda, trombose, tumor, febre ou lesão recente (fratura, rotura). Em situações como varizes, tensão alta não controlada, gravidez no 1.º trimestre ou pós-operatório recente, é preciso avaliar e, muitas vezes, ter luz verde do médico.

E sobre hérnia discal, sejamos diretos, que há muita confusão:

  • A massagem não cura a hérnia. Quem promete isso, está a enganá-lo.
  • Ninguém “põe um disco ou uma vértebra no sítio”. É impossível e pode ser perigoso — fuja de quem o oferece.
  • O que a massagem pode fazer, com técnica suave à volta da zona, é melhorar a circulação, a flexibilidade e o movimento, e aliviar a tensão à volta.

💡 Facto que tranquiliza: mesmo nas hérnias confirmadas, só cerca de 5 a 10% dos casos chegam a precisar de cirurgia. A grande maioria resolve-se sem operação.

E uma curiosidade que muda a forma de pensar a coluna: o disco da coluna não tem vasos sanguíneos. Alimenta-se do movimento — é a pressão de mexer que funciona como uma bomba a levar-lhe nutrientes. Por outras palavras, o movimento certo alimenta o disco, e ficar parado de mais faz-lhe mal. É o contrário do velho “fica quieto que passa”.

Se houver sinais de nervo preso — dor que desce com força pela perna ou braço, perda de força, formigueiro que não passa — o passo certo é o médico primeiro. Na Fisalis, esta triagem faz parte do processo: se houver um problema, é-lhe dito com honestidade, mesmo que isso signifique não fazer a sessão.

Como decorre uma sessão na Fisalis: o passo a passo, por dentro

Aqui está o coração da diferença. O que separa um tratamento a sério de uma massagem qualquer acontece, em boa parte, antes de se deitar na marquesa. Vamos percorrer os cinco passos como se já estivesse cá. (Há também o detalhe completo em como decorre a primeira sessão de massagem terapêutica.)

Passo 1 — As perguntas que mudam tudo

Antes de lhe tocar, o Dmytro faz perguntas. Há quanto tempo dói? É constante ou vai e vem? Piora ao acordar, ao fim do dia, sentado? Já teve isto antes? Trabalha em quê? Não é burocracia — é aqui que se começa a perceber a história. Uma dor que piora ao acordar conta uma coisa; uma que piora ao fim do dia conta outra.

Passo 2 — Vai ver o seu problema

Esta parte costuma surpreender. Em vez de “tem tensão nas costas”, o problema é-lhe mostrado em modelos do corpo em 3D. Vê que músculo está em causa, como se liga à zona que dói, porque é que aquele ponto no ombro lhe está a dar dor de cabeça. Perceber o “porquê” tira ansiedade e ajuda — quem entende, colabora.

Passo 3 — A massagem (40 a 80 minutos, à medida)

Só agora começa a massagem — e já não é “uma massagem qualquer”. As técnicas são escolhidas pelo que a avaliação mostrou: trabalho sobre os pontos gatilho, libertação dos tecidos, mobilização. Trata-se o músculo certo, não as costas “em geral”.

“Vai doer?” A pergunta que toda a gente faz e ninguém diz alto. Resposta honesta: pode sentir algum desconforto ao trabalhar zonas muito tensas — uma “dor boa”, de quem sente que ali está o problema. Mas não deve ser dor a sério. Tudo é feito dentro do seu limite. Se dói demais, diz, e baixa-se a pressão. Simples.

Passo 4 — Leva exercícios em vídeo para casa

Outro diferencial. À saída, não leva só alívio — leva um vídeo personalizado com exercícios para o seu caso. Porquê? Porque a massagem desfaz o nó, mas é o movimento certo que o impede de voltar. Sem a parte de casa, o efeito dura menos.

Passo 5 — Não desaparecemos quando sai

Dois a três dias depois, recebe uma mensagem para ver como está. Melhorou? Piorou? A dor mudou de sítio? Esta resposta ajusta a sessão seguinte. É a diferença entre “fiz uma massagem” e “estou num tratamento”.

“Já tentei massagem e não resultou.” Esta é, talvez, a objeção mais justa de todas — e tem explicação. Uma massagem genérica alivia a superfície, mas se ninguém viu qual o músculo a causar o problema, é tratar à sorte. É como tomar um comprimido para a dor sem saber a causa: funciona umas horas e volta. A diferença aqui está no passo 1 e no passo 2. Sem diagnóstico, qualquer massagem é um palpite.

Quantas sessões vai precisar (e a verdade sobre o preço)

A pergunta mais frequente — e a resposta honesta é: depende. Mas há padrões.

  • Tensão recente: normalmente 3 a 5 sessões para uma melhoria clara.
  • Dor crónica (meses ou anos): um trabalho mais lento, em geral 8 a 10 sessões, porque há padrões antigos a desfazer.

Desconfie de quem promete “resolver tudo numa sessão”. O objetivo de um tratamento a sério não é tapar o sintoma uma vez — é fazer a dor voltar menos vezes e com menos força. Na primeira consulta, depois de avaliar, o Dmytro dá-lhe uma estimativa realista, não um número de vendas.

“Continua a parecer-me caro. Num spa pago menos.” Vamos pôr os números na mesa. Num spa, faz uma massagem de relaxamento — agradável, igual para toda a gente. Na Fisalis, a 1.ª sessão custa 30€ e inclui: as perguntas e a anamnese, a avaliação com modelo 3D, massagem de 40 a 80 minutos, o vídeo de exercícios e o acompanhamento 2-3 dias depois. Somando peça a peça, isto vale cerca de 90€. Não é uma massagem mais cara — é um diagnóstico mais um tratamento, por menos do que muitos spas cobram só pelo relaxamento.

Como escolher um terapeuta em Leiria sem se enganar

Nem todas as “massagens terapêuticas” são iguais. Antes de marcar, veja quatro coisas:

  1. Formação a sério. Um terapeuta de wellness e um clínico com Mestrado em Fisioterapia não fazem o mesmo trabalho. Pergunte pela formação. Na Fisalis, o Dmytro é Mestre em Fisioterapia, com grau reconhecido pela DGES Portugal e mais de 8 anos de prática.
  2. Avaliação incluída. Se ninguém lhe pergunta nada antes de começar, está a receber uma massagem genérica, não um tratamento.
  3. Honestidade sobre limites. Um bom profissional diz-lhe quando a massagem não é a solução e quando deve ir ao médico. Promessas de cura total são má bandeira.
  4. Transparência. Preços à vista, morada real, avaliações que se podem confirmar. A Fisalis tem 5,0 no Google com 38 avaliações e fica na zona central de Leiria, na Rua Dr. José Gonçalves, junto à Av. Marquês de Pombal — a poucos minutos do centro, com acesso fácil para quem vem da Batalha, Pombal, Marrazes ou Caldas da Rainha. Se está mesmo na fase de decidir, veja onde fazer massagem terapêutica de costas em Leiria.

Mitos rápidos sobre dor nas costas (para guardar e partilhar)

  • “Tenho de me sentar sempre direito.” ❌ A tensão a toda a hora pode até piorar. Mexer-se de várias formas vale mais do que uma postura rígida.
  • “O terapeuta vai pôr-me a vértebra no sítio.” ❌ Não se “põem no sítio” vértebras nem discos. Quem o promete, não sabe o que diz.
  • “Tenho ‘osteocondrose’.” ⚠️ Termo antigo, já fora da classificação internacional mais recente. Hoje fala-se em dor lombar inespecífica ou desgaste do disco — diagnósticos mais certeiros.
  • “Fico quieto que passa.” ❌ O disco alimenta-se do movimento. Ficar parado de mais costuma piorar.
  • “Massagem é luxo.” ❌ Quando é clínica e dirigida, é tratamento — e dos poucos com efeito que dura semanas.

Perguntas frequentes

Qual é a diferença entre massagem terapêutica e massagem de spa?

A de spa procura relaxamento geral e é igual para toda a gente. A terapêutica começa por uma avaliação para encontrar a causa da dor e usa técnicas certas para esse problema. São serviços diferentes.

A massagem dói? É normal sentir dor durante a sessão?

Pode sentir algum desconforto ao trabalhar zonas muito tensas, mas não deve ser dor a sério. É sempre feito dentro do seu limite. Se dói demais, diga — baixa-se a pressão.

Posso fazer massagem se tiver hérnia discal?

Em muitos casos sim, com técnica suave à volta da zona e sem pressão forte. A massagem não cura a hérnia, mas pode aliviar a tensão à volta. Cada caso é avaliado; se houver problema, é-lhe dito com honestidade.

Porque é que a dor aparece num sítio diferente de onde está o problema?

Por causa dos pontos gatilho. Um nó num músculo pode mandar dor para outra zona — por isso massajar só onde dói não chega. A avaliação serve para encontrar a fonte.

Quantas sessões vou precisar para a dor nas costas?

Para tensão recente, normalmente 3 a 5. Para dor crónica, em geral 8 a 10. A conta certa é dada na primeira consulta, depois de avaliar.

A massagem substitui ir ao médico?

Não. Ajuda, mas não substitui o médico. Perante sinais de alerta — dor forte que desce pela perna, perda de força, formigueiro que não passa — vá primeiro ao médico.

Quanto tempo dura o efeito de uma sessão?

Varia de pessoa para pessoa, mas há estudos que mostram efeitos a manterem-se até cerca de 5 semanas. Os exercícios em casa ajudam a esticar e a fixar o resultado.


Pronto para tratar a causa, não só o sintoma?

Se reconheceu a sua dor nalgum ponto deste artigo, o passo seguinte é simples. A primeira sessão na Fisalis, em Leiria, inclui diagnóstico completo, massagem à medida, vídeo de exercícios e acompanhamento — desde 30€.

Marque pelo WhatsApp: wa.me/351916002140
Veja todos os serviços: fisalis.ptMassagem Terapêutica de Costas

Conteúdo da responsabilidade de Dmytro Chervenyak, Mestre em Fisioterapia (grau reconhecido pela DGES Portugal). Este artigo é informativo e não substitui aconselhamento médico individualizado.

Fontes: Global Burden of Disease Study 2021 (Lancet Rheumatology, 2023); Physio-pedia (Trigger Points; Tension-type Headache; Low Back Pain; Posture); base clínica Rehab Pro (2025).

Tem dúvidas ou quer marcar uma sessão?

Dmytro Chervenyak Terapeuta Manual

Mestre em Fisioterapia e Ergoterapia pela Universidade Católica Ucraniana, com reconhecimento pela DGES Portugal.…