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Tratamentos

Drenagem linfática: o que é e quando fazer

· 2 min de leitura · fisalis.pt
Drenagem linfática: o que é e quando fazer

A drenagem linfática manual é uma das técnicas terapêuticas mais requisitadas — e também uma das mais mal compreendidas. Não é uma massagem convencional: é um conjunto de manobras suaves e rítmicas desenvolvidas pelo Dr. Emil Vodder nos anos 30 que estimulam o sistema linfático e promovem a eliminação de toxinas e líquidos em excesso.

O sistema linfático: porque é tão importante

O sistema linfático é uma rede paralela ao sistema cardiovascular com três funções essenciais:

  1. Recolher o excesso de líquido intersticial dos tecidos e devolvê-lo à circulação sanguínea
  2. Filtrar toxinas, bactérias e detritos celulares através dos gânglios linfáticos
  3. Transportar linfócitos e suportar a imunidade celular

Ao contrário do sangue, a linfa não tem bomba própria: depende do movimento muscular, da respiração diafragmática e, quando necessário, de estimulação manual. Em estados de sedentarismo, pós-cirurgia ou patologia linfática, a circulação linfática fica comprometida — com consequências visíveis e sintomáticas.

Como se realiza uma sessão de drenagem linfática

As manobras são executadas com pressão muito suave — cerca de 30 mmHg (equivalente ao toque de uma pluma) — e seguem sempre o sentido do fluxo linfático: das extremidades em direção aos gânglios linfáticos centrais (axila, virilha, pescoço).

Uma sessão completa dura 45 a 60 minutos. O terapeuta trabalha sistematicamente por zonas, começando sempre por esvaziar os gânglios centrais antes de mobilizar a linfa periférica. Esta sequência é fundamental para a eficácia da técnica.

Indicações clínicas e estéticas

IndicaçãoTipo de edemaN.º sessões recomendadas
Edema pós-cirúrgico (lipoaspiração, mastectomia)Agudo/subagudo10–15 (intensivo)
Linfedema crónicoCrónicoProtocolo contínuo
Síndrome das pernas pesadasVenolinfático6–10
Celulite edematosaSuperficial10–15
Retenção hídrica (pré-evento)Funcional1–3
Preparação e recuperação desportivaInflamatórioPor ciclos

Contraindicações que deve conhecer

A drenagem linfática é contraindicada nas seguintes situações — consulte sempre o seu médico em caso de dúvida:

  • Absolutas: trombose venosa profunda ativa, insuficiência cardíaca descompensada, infeções agudas com febre, cancro ativo sem indicação médica
  • Relativas: hipotiroidismo não controlado, asma brônquica grave, hipotensão acentuada

O que sentir após a sessão

É comum sentir necessidade aumentada de urinar nas 2–4 horas após a sessão — sinal de que o organismo está a eliminar o excesso de líquido retido. A pele pode parecer mais suave e os membros mais leves. Em casos de edema significativo, a redução de volume pode ser imediatamente mensurável com fita métrica.

Na Fisalis, a drenagem linfática é realizada pela Marina, certificada no Método Vodder pelo IPAM Lisboa. A primeira sessão inclui avaliação do grau de edema e definição do protocolo individualizado.

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