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Estética

Pressoterapia Pós-Operatória: Quando Começar, Quantas Sessões e O Que Acontece Se Deixar Passar

· · 12 min de leitura · Maryna Syrgiychuk Maryna Syrgiychuk
pressoterapia pós-operatória em Leiria — recuperação após lipoaspiração e abdominoplastia, Fisalis Estúdio

A pressoterapia após lipoaspiração ou abdominoplastia não é um extra de conforto — é parte do protocolo de recuperação que determina a qualidade do resultado final. O edema que não é drenado nas primeiras semanas transforma-se em fibrose, e a fibrose é tratada com muito mais dificuldade do que o edema. A diferença entre um resultado suave e uniforme e um resultado com irregularidades ou endurecimentos está frequentemente nas sessões de drenagem que foram feitas — ou que não foram.

Neste artigo explico quando começa a pressoterapia consoante o tipo de cirurgia, como é o protocolo fase a fase, o que prevenir e o que fazer se já passaram semanas desde a operação sem drenagem. E respondo a uma pergunta que muitas pessoas trazem à primeira sessão na Fisalis: o meu cirurgião disse que precisava, mas não me explicou porquê nem o que esperar. Essa parte é connosco.

O que acontece nos tecidos depois de uma cirurgia plástica

Uma lipoaspiração, uma abdominoplastia ou qualquer cirurgia que envolva manipulação de tecido subcutâneo cria um trauma localizado. O organismo responde com inflamação — aumenta o fluxo sanguíneo para a zona, os capilares tornam-se mais permeáveis e liberta fluido para os tecidos. É uma resposta normal e necessária para a cicatrização. O problema é que o sistema linfático, que seria responsável por reabsorver esse fluido, foi parcialmente perturbado pela própria cirurgia.

O resultado prático: o fluido acumula-se nos tecidos, cria edema visível e palpável, e se não for mobilizado activamente nas primeiras semanas, começa a organizar-se em estruturas de colagénio — o que chamamos fibrose. A fibrose pós-operatória afecta entre 30% e 40% das pessoas submetidas a lipoaspiração quando o protocolo de drenagem é insuficiente ou tardio, segundo dados de referência clínica. É reversível nas fases iniciais. Depois de instalada, exige trabalho muito mais intenso e prolongado.

A pressoterapia, combinada com drenagem linfática manual, actua exactamente neste mecanismo: mobiliza o fluido acumulado antes que se organize, estimula o retorno linfático que a cirurgia perturbou, e reduz o risco de complicações como seromas e irregularidades no contorno.

Quando começar — por tipo de cirurgia

O timing de início varia consoante o tipo de cirurgia, a extensão da intervenção e a avaliação do cirurgião responsável. O protocolo na Fisalis começa sempre com informação sobre a cirurgia e a indicação médica — nunca iniciamos sem esse passo.

Tipo de cirurgiaInício habitual1.ª fase (frequência)Total de sessões orientativo
Lipoaspiração2.º ao 5.º dia pós-opDiária ou em dias alternados, 2 semanas15 a 20 sessões
Abdominoplastia5.º ao 7.º dia pós-opEm dias alternados, 2 a 3 semanas15 a 20 sessões
Mastopexia / mamoplastia7.º ao 10.º dia pós-op2 a 3 vezes por semana10 a 15 sessões
Rinoplastia3.º ao 5.º dia pós-opDiária, 1 semana (drenagem facial)7 a 10 sessões
Blefaroplastia3.º ao 5.º dia pós-opDiária, 1 semana (drenagem facial)7 a 10 sessões
Lipoaspiração + abdominoplastia5.º ao 7.º dia pós-opDiária nas primeiras 2 semanas20 a 25 sessões

Estes valores são orientativos. O protocolo final é sempre definido em função da avaliação clínica do caso — extensão da cirurgia, resposta inicial dos tecidos, presença de seromas ou irregularidades. Mais do que um número fixo de sessões, o que define o protocolo é a evolução do tecido ao longo do tratamento.

Como é a primeira sessão depois de uma cirurgia — o que esperar

Saíste da clínica há três dias. Ainda tens pensos, o abdómen está inchado e sensível, e o cirurgião disse que podias começar a drenagem. Chegar à Fisalis neste estado é perfeitamente normal — e a sessão é completamente diferente de uma sessão de pressoterapia de rotina.

A primeira coisa que acontece é uma avaliação detalhada: que cirurgia foi feita, quando, se há seromas, como está a cicatriz, que indicações deu o cirurgião. Esta informação define tudo — a pressão da máquina, as zonas de trabalho, a duração da sessão e a sequência das técnicas. Uma cirurgia recente exige pressões mais baixas e movimentos mais suaves do que uma sessão de manutenção. Não é o mesmo protocolo com menos força — é um protocolo diferente.

Os primeiros 15 a 20 minutos são de drenagem linfática manual, com pressão mínima e movimentos muito lentos sobre os gânglios inguinais e abdominais. O tecido pós-operatório recente está sensível — a drenagem manual nesta fase é quase indolor. A pressoterapia que se segue está configurada com pressão mais baixa do que o habitual e dura entre 30 e 40 minutos. A sensação é de pressão suave e progressiva, sem desconforto na zona operada.

Ao sair, o abdómen está visivelmente menos inchado e mais macio ao toque. Muitas clientes descrevem a sensação como “respirar melhor” — o edema que comprimia os tecidos começou a mover-se.

O protocolo fase a fase

FasePeríodoTécnica principalFrequênciaObjectivo
Fase 1 — Aguda1.ª a 2.ª semana pós-opDrenagem linfática manual (só)Diária ou em dias alternadosReduzir edema agudo, prevenir seromas, mobilizar fluido
Fase 2 — Subaguda2.ª a 6.ª semana pós-opDLM manual + pressoterapia combinadasEm dias alternados, depois 3x/semanaConsolidar redução do edema, prevenir fibrose, uniformizar contorno
Fase 3 — Manutenção6.ª semana ao 6.º mêsCombinação DLM + pressoterapiaSemanal ou quinzenalManter resultados, tratar fibrose residual, acompanhar cicatrização

A pressoterapia entra habitualmente na fase 2 — quando o edema agudo já reduziu e os tecidos toleraram as primeiras sessões de drenagem manual. Introduzi-la demasiado cedo, antes de a cicatriz estar suficientemente estável, pode ser contraproducente. Introduzi-la tarde, quando o fluido já começou a organizar-se em fibrose, significa trabalhar contra um processo que já ganhou forma. O timing é o factor mais crítico em todo o protocolo.

O que acontece se deixar passar — fibrose, seromas e irregularidades

Esta é a parte que ninguém explica na clínica cirúrgica — e que chega até nós quando o problema já está instalado.

A fibrose pós-operatória forma-se quando o fluido acumulado nos tecidos começa a organizar-se em estruturas de colagénio desordenado. Ao toque, sente-se como endurecimentos ou irregularidades abaixo da pele — zonas mais firmes, por vezes dolorosas, que não correspondem ao contorno esperado após a cirurgia. Visualmente, podem criar ondulações ou assimetrias que não existiam nos primeiros dias após a operação. A fibrose ligeira, tratada nas primeiras semanas, responde bem ao trabalho manual e à pressoterapia. A fibrose instalada há meses é tratável mas exige mais sessões, mais tempo e, em casos avançados, intervenção médica adicional.

O seroma — acumulação de fluido seroso numa cavidade formada pelos tecidos — é outra complicação que o drenagem inadequada favorece. Afecta entre 15% e 50% das abdominoplastias, segundo a literatura cirúrgica. A drenagem linfática pós-operatória não trata seromas estabelecidos — esses precisam de aspiração médica — mas reduz significativamente o risco de formação quando iniciada precocemente.

Porque é que o cirurgião não explica tudo — e o que fazemos nós

Em Portugal, a consulta pós-operatória numa clínica de cirurgia plástica dura em média 10 a 15 minutos. O cirurgião verifica a cicatriz, confirma que está tudo bem, e diz “precisa de pressoterapia”. Não porque seja negligente — mas porque o protocolo de drenagem não é o foco da especialidade dele, e o tempo de consulta não permite explicar tudo em detalhe.

O resultado é que muitas mulheres saem da consulta com a indicação mas sem perceber porquê, quando, quantas vezes, o que esperar em cada sessão, o que é normal sentir e o que não é. Chegam à Fisalis com perguntas que não fizeram na clínica — ou que fizeram e não receberam resposta detalhada.

A primeira sessão na Fisalis começa exactamente por aqui. A avaliação não é burocracia — é o espaço onde explicamos o que está a acontecer nos tecidos, porque cada fase do protocolo existe, o que é normal no processo de cicatrização e o que deve ser comunicado ao cirurgião. Não substituímos o médico — coordenamos com ele. Se durante o acompanhamento identificamos algo que merece atenção clínica, dizemo-lo directamente e orientamos para a consulta. É o que qualquer profissional sério faz.

O que podemos oferecer que a clínica cirúrgica não oferece: tempo, explicação detalhada, acompanhamento de proximidade e um protocolo adaptado à evolução real do teu caso — sessão a sessão, não um número fixo definido à partida.

Porque escolher a Fisalis para o pós-operatório

Há centros estéticos que oferecem pressoterapia pós-operatória sem formação clínica específica e sem coordenação com o cirurgião. A diferença não é de equipamento — é de protocolo e de conhecimento do que está a acontecer nos tecidos.

  • Protocolo adaptado por tipo de cirurgia. Não há uma sessão standard para todas as cirurgias. A pressão, a duração, a sequência e as zonas de trabalho mudam consoante o que foi feito e em que fase de recuperação estás.
  • Coordenação com o cirurgião. Pedimos sempre informação sobre a cirurgia antes da primeira sessão. Se há indicações específicas do médico, seguimo-las. Se há dúvidas que devem ser respondidas pelo cirurgião, dizemo-lo.
  • Formação clínica documentada. O Dmytro Chervenyak é Mestre em Fisioterapia com reconhecimento pela DGES. A Maryna tem formação específica em drenagem linfática manual e pressoterapia pós-operatória. Não é um centro estético com máquina de pressoterapia — é um estúdio clínico.
  • Espaço para perguntas. A avaliação inicial inclui explicação do protocolo, do que vai acontecer em cada fase e do que é normal sentir. As perguntas que não fizeste na clínica cirúrgica têm espaço aqui.
  • Localização central em Leiria. Para um protocolo que exige sessões frequentes nas primeiras semanas, a proximidade importa. O Fisalis Estúdio fica no centro de Leiria, a menos de 20 minutos das principais clínicas cirúrgicas da região.

O que não fazer no pós-operatório — e porque importa

  • Não iniciar pressoterapia sem indicação do cirurgião. O timing de início depende da estabilidade da cicatriz e de factores que só o médico que operou pode avaliar.
  • Não fazer banhos quentes, sauna ou jacuzzi nas primeiras semanas. O calor aumenta a permeabilidade vascular e pode agravar o edema e o risco de seroma.
  • Não usar faixa de compressão demasiado apertada sem indicação. A compressão excessiva pode comprometer a circulação e atrasar a cicatrização.
  • Não retomar exercício físico intenso antes do prazo indicado pelo cirurgião. A pressão intra-abdominal do exercício pode favorecer a formação de seromas.
  • Não deixar passar mais de duas semanas sem iniciar drenagem depois da indicação médica. Cada semana sem drenagem é uma semana em que o fluido tem condições para começar a organizar-se em fibrose.

Como começar — na Fisalis, em Leiria

Se o teu cirurgião indicou pressoterapia pós-operatória, o passo seguinte é simples: envia-nos pelo WhatsApp o tipo de cirurgia e a data da operação. Respondemos com o protocolo adaptado ao teu caso e marcamos a primeira sessão. Não precisas de perceber tudo de antemão — para isso estamos cá.

A sessão pós-operatória combinada (drenagem manual + pressoterapia) começa a partir de 40€. Valores completos em preços.

Mais contexto: guia completo de drenagem linfática pós-operatória · pressoterapia vs drenagem manual: as diferenças · guia completo de pressoterapia

Perguntas frequentes

Quando posso começar a pressoterapia após lipoaspiração?

O início habitual é entre o 2.º e o 5.º dia após a lipoaspiração, com autorização do cirurgião. Nas primeiras sessões trabalhamos só com drenagem linfática manual — a pressoterapia entra habitualmente a partir da 2.ª semana, quando os tecidos estão mais estáveis. O timing exacto depende sempre da avaliação do médico responsável.

Quantas sessões preciso depois de abdominoplastia?

O protocolo orientativo para abdominoplastia é de 15 a 20 sessões ao longo de 6 a 8 semanas. As primeiras sessões são mais frequentes — em dias alternados — e vão espaçando à medida que o edema reduz e os tecidos estabilizam. O número final depende da resposta do teu caso específico.

A pressoterapia dói no pós-operatório?

Nas primeiras sessões, a pressão está configurada mais baixa do que numa sessão de rotina — o tecido pós-operatório recente é mais sensível e o protocolo adapta-se a isso. A sensação é de pressão suave e progressiva, sem desconforto na zona operada. À medida que as semanas passam e os tecidos cicatrizam, a pressão vai aumentando gradualmente.

Posso fazer pressoterapia sem autorização do cirurgião?

Não recomendamos. O timing de início depende da estabilidade da cicatriz e da ausência de complicações como seromas — factores que só o cirurgião pode avaliar. Na Fisalis pedimos sempre informação sobre a cirurgia e a indicação médica antes de iniciar qualquer protocolo pós-operatório.

O que é fibrose pós-operatória e como se trata?

Fibrose pós-operatória é a organização de fluido acumulado nos tecidos em estruturas de colagénio desordenado — sente-se como endurecimentos ou irregularidades abaixo da pele. Forma-se quando a drenagem pós-operatória é insuficiente ou tardia. Nas fases iniciais responde bem ao trabalho de drenagem manual e pressoterapia. Em fases mais avançadas, o tratamento é mais prolongado. A melhor forma de tratar fibrose é preveni-la com drenagem precoce e regular.

Já passaram 3 semanas desde a cirurgia e ainda não fiz drenagem. Ainda vale a pena começar?

Vale, e importa começar o mais cedo possível. Às 3 semanas, o processo de fibrose pode já ter iniciado em algumas zonas, mas ainda está numa fase onde o trabalho de drenagem e pressoterapia tem impacto real. Quanto mais cedo começar a partir deste momento, melhor o resultado. Na primeira sessão avaliamos o estado dos tecidos e definimos o protocolo adaptado à fase em que estás.

Fontes

Este artigo tem carácter informativo e não substitui a indicação e o acompanhamento do cirurgião responsável pela operação. Qualquer protocolo de pressoterapia pós-operatória deve ser iniciado com autorização médica expressa. Em caso de suspeita de seroma, infecção ou complicação cirúrgica, contacte o seu cirurgião antes de qualquer sessão.

Tem dúvidas ou quer marcar uma sessão?

Maryna Syrgiychuk Técnico Auxiliar de Reabilitação e Fisioterapia

Técnica Auxiliar de Reabilitação e Fisioterapia pela Escola do Saber, Leiria. Especialista em massagem de relaxamento, drenagem linfática, pressoterapia e técnicas de bem-estar.…

Conteúdo produzido com apoio de IA, revisto pela equipa Fisalis.