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Estética

Linfedema: o que é, como reconhecer e o que fazer

· · 8 min de leitura · Maryna Syrgiychuk Maryna Syrgiychuk
Tratamento de linfedema com drenagem linfática manual em Leiria — Fisalis

O linfedema é um tema delicado, e vou falar-te dele apenas dentro daquilo que é a minha área. Começo pela parte que tranquiliza: o linfedema é uma condição controlável, que surge numa parte das pessoas e em circunstâncias que hoje se conhecem bem. Há nuances, e é sobre elas que vamos conversar com calma.

Sou a Maryna, da Fisalis, em Leiria. Não sou médica, e neste assunto o médico vem sempre primeiro. O que te trago apoia-se na evidência clínica e está explicado em linguagem simples, com um objetivo: que saias daqui a saber três coisas, o que é o linfedema, como perceber se podes ter, e o que fazer a seguir.

E adianto-te já o mais importante para quem chegou preocupado: se as pernas incham ao fim do dia e de manhã amanhecem bem, é muito pouco provável que seja linfedema. Será outra coisa, bem mais comum, e digo-te como distinguir.

O que é o linfedema?

O linfedema é um inchaço crónico que surge quando o sistema linfático não consegue escoar a linfa, que então se acumula nos tecidos.

Temos no corpo o sistema linfático, uma rede de drenagem feita de canais finos e de gânglios linfáticos, aqueles nódulos que filtram e recolhem o líquido. Quando parte dessa rede deixa de funcionar, a linfa fica retida num braço ou numa perna, que incha. Ao contrário do inchaço passageiro de fim de dia, este mantém-se, e por isso se diz que é uma condição crónica: acompanha a pessoa e, sem cuidado, tende a agravar com o tempo. A boa notícia, que repito porque importa, é que com diagnóstico e acompanhamento se controla bem.

Será linfedema ou só pernas inchadas? Como perceber

A diferença mais simples é esta: o inchaço de retenção de líquidos alivia com o repouso e durante a noite, e o linfedema não, mantém-se e costuma afetar só um lado.

Do ponto de vista clínico, há um sinal que vale a pena conhecer, o sinal de Stemmer: tenta apertar e levantar a pele na base do segundo dedo do pé, ou da mão. Se consegues fazer uma pequena prega, é tranquilizador; se a pele está tão espessa que não a consegues pinçar, é um sinal sugestivo de linfedema. Junta a isto um inchaço que não passa de manhã, em geral num só membro, e uma pele que com o tempo fica mais firme. O que fazer se te reconheces nisto é simples e importante: o passo certo não é começar tratamentos por conta própria, é marcar uma avaliação médica para confirmar. Se, pelo contrário, te reconheces antes em pernas pesadas ao fim do dia que aliviam à noite, é mais provável que seja retenção ou uma questão venosa, e falo disso em pernas inchadas e edema nas pernas.

Uma nota, porque há quem confunda: o lipedema é diferente do linfedema. É uma acumulação de gordura, costuma ser simétrico, sensível ao toque e poupa os pés. Se for essa a tua dúvida, o caminho é também o médico.

Porque é que o linfedema aparece?

Há duas origens: uma de nascença, mais rara, e outra adquirida, que é a mais frequente.

O linfedema secundário, o adquirido, surge quando algo de fora interfere com o sistema linfático, por exemplo após cirurgias em que se removem ou se irradiam gânglios linfáticos, como pode acontecer em alguns tumores femininos. É por isso que essas situações pedem vigilância nos meses seguintes. O linfedema primário, esse, resulta de uma alteração de nascença do próprio sistema linfático e é bastante menos comum. Em qualquer dos casos, quem faz o diagnóstico e identifica a origem é o médico, com a avaliação adequada.

Como se controla o linfedema, passo a passo

O linfedema não se cura, mas controla-se, e o tratamento de referência não é uma técnica isolada, é um conjunto de medidas a que se chama terapia descongestiva.

Essa terapia, conhecida pela sigla CDT, costuma fazer-se em duas fases. Primeiro uma fase intensiva, em que se procura reduzir o inchaço, com drenagem linfática manual, ligaduras de compressão em várias camadas, cuidados com a pele e exercício orientado. Depois uma fase de manutenção, para conservar o que se ganhou, em que entram as mangas ou meias de compressão feitas à medida, o exercício e a continuação dos cuidados em casa. A evidência clínica é clara num ponto: a drenagem, sozinha, tem um efeito limitado e passageiro; é em conjunto com a compressão e o movimento que os resultados se mantêm. Por isso desconfia de quem prometa resolver um linfedema só com umas sessões de drenagem.

O que a Fisalis faz, e o que não faz

Sejamos diretos: a Fisalis não trata o linfedema. Esse tratamento pertence a uma equipa de saúde, conduzida pelo teu médico.

O nosso lugar é de apoio. Começamos por uma avaliação e, se houver sinais de linfedema, encaminhamos-te para o médico, porque um plano de terapia descongestiva precisa de diagnóstico. A partir daí, e só com indicação, a drenagem que fazemos pode ser uma peça de apoio dentro desse plano, para acompanhar a manutenção e aliviar a sensação de peso. A pressoterapia, da mesma forma, não serve toda a gente e só se usa com indicação. O que não vais ouvir aqui é a promessa de tratar uma condição que precisa de mais do que as nossas mãos. Se quiseres conhecer a técnica em si, há o guia da drenagem linfática e a página do serviço.

Sinais que pedem médico sem esperar

Há sinais, no linfedema, que pedem avaliação médica no próprio dia.

O principal é a infeção: vermelhidão, calor, dor e febre num membro inchado podem indicar uma erisipela, uma infeção a que quem tem linfedema é mais vulnerável e que precisa de tratamento médico rápido. Um aumento súbito e marcado do inchaço também deve ser visto sem demora. Fora destes episódios, a regra é simples: perante a dúvida, fala com o teu médico antes de iniciar qualquer tratamento.

Desconfias de linfedema? O primeiro passo, em Leiria

Se há algo aqui em que te reconheceste, o passo mais sensato é simples: confirmar com quem pode diagnosticar.

Na Fisalis, no centro de Leiria, começamos por uma avaliação e ajudamos-te a perceber o que tens pela frente, encaminhando para o médico quando é caso disso. Se já tens um diagnóstico e um plano, e procuras apoio com drenagem para a manutenção, podes falar connosco pelo WhatsApp e ver os valores em preços. Sem promessas a mais, com o cuidado certo para cada caso.

Perguntas frequentes sobre linfedema

O linfedema tem cura?

O linfedema não tem cura, mas controla-se bem. O tratamento de referência é a terapia descongestiva, que junta drenagem, compressão, cuidados com a pele e exercício. Com diagnóstico e acompanhamento, a maioria das pessoas mantém o membro estável e uma vida normal.

Como sei se é linfedema ou só retenção de líquidos?

A retenção alivia com repouso e durante a noite; o linfedema é persistente e costuma afetar um só lado. Um sinal sugestivo é não conseguir pinçar a pele na base do dedo do pé. Se o inchaço melhora à noite, é mais provável que seja retenção. Na dúvida, procure o médico.

O que faço se desconfio que tenho linfedema?

Não comece tratamentos por conta própria. O passo certo é marcar uma avaliação médica para confirmar o diagnóstico e definir a origem. Só depois se desenha um plano. O acompanhamento precoce faz diferença no controlo da condição.

A drenagem linfática trata o linfedema?

A drenagem ajuda como parte de um plano, a terapia descongestiva, mas não sozinha. Isolada, tem efeito limitado e passageiro. Os resultados mantêm-se quando se junta compressão e exercício, sempre com diagnóstico e acompanhamento médico.

Quais são os graus do linfedema?

Costumam descrever-se quatro estádios, do estádio 0 (subclínico, sem inchaço visível) ao estádio 3 (mais avançado, com alterações da pele). Quem classifica o grau e orienta o tratamento é o médico, após avaliação.

Para ler com atenção

Este artigo tem caráter informativo e não substitui a avaliação ou o acompanhamento de um médico. O linfedema exige diagnóstico e um plano de tratamento conduzidos por profissionais de saúde. Perante vermelhidão, calor, dor ou febre num membro inchado, procure ajuda médica com urgência.

Tem dúvidas ou quer marcar uma sessão?

Maryna Syrgiychuk Técnico Auxiliar de Reabilitação e Fisioterapia

Técnica Auxiliar de Reabilitação e Fisioterapia pela Escola do Saber, Leiria. Especialista em massagem de relaxamento, drenagem linfática, pressoterapia e técnicas de bem-estar.…