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Tratamentos

Dry needling: o que é, para que serve e como funciona

· 3 min de leitura · fisalis.pt
Dry needling: o que é, para que serve e como funciona

O dry needling (agulhamento seco) é uma das técnicas de fisioterapia de crescimento mais rápido em Portugal nos últimos anos — e também uma das mais confundidas com acupunctura. Apesar de utilizarem a mesma agulha, são práticas fundamentalmente diferentes em fundamento teórico, objetivos e mecanismos de ação. Esclareçamos de uma vez por todas.

O que é o dry needling — definição técnica

O dry needling é uma técnica de fisioterapia invasiva que consiste na inserção de agulhas finas em trigger points miofasciais — zonas de tensão muscular hiperirritáveis, identificáveis por palpação, que causam dor referida, limitação de movimento e disfunção muscular.

O termo “seco” refere-se ao facto de não ser injetada nenhuma substância química — apenas a agulha estimula mecanicamente os tecidos. O mecanismo de ação é neurofisiológico e baseia-se em anatomia e ciência ocidental moderna.

Dry needling vs Acupunctura — as diferenças reais

AspetoDry NeedlingAcupunctura Tradicional
Base teóricaAnatomia e neurofisiologiaMedicina Tradicional Chinesa
Pontos de inserçãoTrigger points miofasciais (anatómicos)Pontos de acupunctura (energéticos)
DiagnósticoAvaliação musculoesqueléticaDiagnóstico de padrão energético
FormaçãoFisioterapeutas, médicosAcupunctores (formação específica)
Evidência científicaModerada-alta (dor miofascial)Variável conforme indicação
Objetivo principalTratar disfunção musculoesqueléticaReequilíbrio energético global

Para que é indicado o dry needling

As indicações com maior evidência científica incluem:

  • Síndrome de dor miofascial — especialmente cervical, lombar e ombro
  • Cefaleia tensional e cervicogénica — pelos trigger points do trapézio e suboccipitais
  • Tendinopatias crónicas — rotador da coifa, tendão de Aquiles, patelares
  • Síndrome do piriforme — uma das causas mais comuns de “ciática” sem hérnia
  • Disfunção temporomandibular (DTM) — nos masseteres e pterigóides
  • Fibromialgia — como adjuvante do tratamento multimodal
  • Dor pós-lesão desportiva — especialmente em fase subaguda

Como é uma sessão — passo a passo

  1. Avaliação inicial — o terapeuta identifica os trigger points por palpação sistemática: zonas com banda tensa palpável, dor referida reproduzível e hipersensibilidade local
  2. Preparação — desinfeção da pele, posicionamento do cliente para relaxamento muscular máximo
  3. Inserção da agulha — movimento rápido e preciso; a agulha é inserida diretamente no trigger point
  4. Local Twitch Response (LTR) — contração muscular involuntária breve que indica que o trigger point foi ativado; é o sinal de eficácia da técnica
  5. Permanência e remoção — a agulha permanece 15–30 segundos por ponto, ou é mobilizada suavemente
  6. Pós-tratamento — alongamento suave e aplicação de calor local quando indicado

O que sentir — durante e após

Durante a inserção, a sensação varia:

  • Na entrada: sensação de picada suave, geralmente muito tolerável
  • No trigger point: sensação de peso, pressão profunda ou “choque” local (LTR) — intensa mas breve (2–3 segundos)
  • Dor referida: pode sentir-se temporariamente a dor referida característica do trigger point

Após a sessão, é normal sentir dor muscular difusa durante 24–48 horas — semelhante à dor pós-treino intenso. Este período de adaptação é parte normal do processo e precede o alívio. A maioria dos clientes reporta melhoria significativa a partir do 2.º dia.

Na Fisalis, o Dmytro combina frequentemente dry needling com massagem terapêutica na mesma sessão, para resultados mais completos e recuperação mais rápida.

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