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Lesões Desportivas

Drenagem Linfática Antes ou Depois do Treino: Quando Fazer para Recuperar Melhor

· 20 min de leitura · Maryna Syrgiychuk Maryna Syrgiychuk
Drenagem linfática manual na perna de um atleta depois do treino para recuperar melhor, na Fisalis em Leiria

Direto ao assunto: a drenagem linfática deve ser feita depois do treino, nunca imediatamente antes. A janela mais eficaz é entre 2 e 6 horas após o esforço, quando os marcadores de dano muscular (CK, lactato, mioglobina) estão a circular e o sistema linfático está a trabalhar ativamente para os eliminar. O dia seguinte ao treino, sobretudo para quem sente dor muscular tardia (DOMS), também é uma boa janela. Antes do treino, a drenagem reduz o tónus muscular e pode prejudicar a ativação neural, o oposto do que se pretende. A excepção é uma ativação circulatória muito suave antes de uma prova longa. Na Fisalis em Leiria, o protocolo é adaptado ao desporto: padel, corrida ou ciclismo têm perfis de dano muscular diferentes e pedem abordagens diferentes.

A pergunta chega sempre: «Devo fazer antes ou depois do treino?» A resposta não é a mesma para todas as pessoas nem para todos os desportos, depende do objetivo, da intensidade do treino e do momento do ciclo de competição. Este guia explica o mecanismo fisiológico por trás da drenagem linfática em contexto desportivo e dá protocolos específicos para os três desportos mais comuns entre os praticantes que chegam à Fisalis em Leiria: padel, corrida e ciclismo.

O Que Acontece ao Músculo Nas Primeiras Horas Após o Treino

Para perceber quando a drenagem é mais eficaz, é necessário perceber o que acontece ao tecido muscular após um esforço intenso. A fisiologia do dano muscular induzido pelo exercício (EIMD, do inglês Exercise-Induced Muscle Damage) divide-se em três fases com janelas temporais precisas.

Fase 1: stress agudo (0 a 2 horas após treino)

Durante o exercício intenso, os músculos produzem lactato, um subproduto do metabolismo anaeróbio. Imediatamente após o treino, a concentração de lactato no sangue pode atingir 8 a 15 mmol/L (em repouso: 0,5-2 mmol/L). Ao mesmo tempo, as microrroturas das fibras musculares libertam enzimas intracelulares, creatina quinase (CK) e mioglobina, para a circulação sanguínea e linfática.

Nesta fase, o sistema linfático local começa a trabalhar intensamente para drenar o edema muscular e os detritos metabólicos. A manipulação manual nesta janela não é indicada: o tecido está em stress agudo, os vasos sanguíneos e linfáticos estão dilatados, e a pressão adicional pode interferir com os mecanismos naturais de homeostasia.

Fase 2: pico de inflamação (2 a 48 horas após treino)

Entre as 2 e as 48 horas após o treino, os marcadores de dano muscular atingem o pico. A CK pode atingir 3.000 a 4.000 U/L nas primeiras 24 a 48 horas após treino excêntrico intenso (valor de referência em repouso: 30-200 U/L). O fluido inflamatório acumula-se no espaço intersticial do músculo, e é o que causa a sensação de «pernas pesadas», o inchaço localizado e a dor muscular de início tardio (DOMS, do inglês Delayed Onset Muscle Soreness). O DOMS atinge o pico tipicamente às 24-72 horas após o exercício.

Esta é a janela mais eficaz para a drenagem linfática: os capilares linfáticos têm carga máxima de fluido a transportar, e a estimulação manual acelera este transporte. Um ensaio clínico publicado no Journal of Physical Therapy Science (Bakar et al., 2015) mostrou que a drenagem manual aplicada após exercício submáximo acelerou a remoção do lactato sanguíneo face ao grupo de controlo.

Fase 3: regeneração (48 a 120 horas após treino)

A partir das 48-72 horas, a inflamação começa a ceder e inicia-se a fase de regeneração muscular. Nesta fase, a drenagem pode ainda contribuir para a eliminação dos marcadores residuais e para a normalização do tónus muscular, mas o impacto é menor do que na fase anterior.

Janelas fisiológicas e eficácia da drenagem linfática após treino
Tempo após treinoFase fisiológicaMarcadores principaisEficácia da drenagem
0-2 horasStress agudoLactato elevado, vasos dilatadosBaixa, aguardar
2-6 horasInício da cascata inflamatóriaCK, mioglobina, LDH em subidaAlta, janela ideal
12-48 horasPico de DOMSCK 3.000-4.000 U/L, edema intersticialAlta, especialmente para DOMS
48-120 horasRegeneraçãoMarcadores em descidaModerada, complementar

Antes do Treino: Quando a Drenagem Não Ajuda, e Quando Pode Ajudar

A drenagem linfática antes de um treino regular não é indicada. A razão é fisiológica: a drenagem manual ativa o sistema nervoso parassimpático, reduz o tónus muscular e induz um estado de relaxamento, o oposto do que se pretende para um treino de intensidade moderada a alta. Um músculo “drenado” tem menor ativação neural basal, o que pode reduzir temporariamente a capacidade de produção de força máxima.

Existe, no entanto, uma exceção: a preparação circulatória antes de uma competição. Não é uma drenagem completa, é uma ativação linfática suave (10-15 minutos, pressão mínima, apenas nos membros inferiores), com objetivo de melhorar a circulação periférica e reduzir a sensação de «pernas pesadas» antes de uma prova longa. Esta técnica é diferente da drenagem terapêutica: não segue o protocolo completo de ativação nodular e não tem objetivo de eliminar fluido, tem objetivo de preparação vascular.

Drenagem antes vs depois do treino: comparação de objetivos e efeitos
Antes do treino regularAntes de competição (preparação)Depois do treino (recuperação)
ObjetivoNão recomendadoAtivação circulatória suaveEliminação de detritos metabólicos
Pressão–Mínima (10-15 mmHg)Suave (20-40 mmHg)
Duração–10-15 min (apenas membros)40-60 min (protocolo completo)
Efeito no SNCRedução do tónus (negativo)Neutro / ligeiro ativanteParassimpático (recuperação)
IndicaçãoNãoProva longa, maratona, ciclismo de fundoQualquer treino de intensidade moderada a alta

Se treina regularmente em Leiria e quer perceber qual o protocolo de drenagem que melhor encaixa na sua rotina, a Maryna faz uma avaliação completa na 1.ª sessão.

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Padel: As Zonas de Maior Carga e o Protocolo Linfático Ideal

O padel é um dos desportos com crescimento mais rápido em Portugal, e em Leiria, com espaços como o Leiria Padel Club, o Club 4 Padel, o Set & Match e o Batalha Padel, a comunidade de jogadores é cada vez maior. É também um desporto com um perfil de lesão muito específico que importa conhecer (veja também o artigo dedicado: drenagem linfática para jogadores de padel).

A revisão sistemática mais robusta sobre epidemiologia de lesões no padel (Dahmen et al., BMJ Open Sport & Exercise Medicine, 2023) identifica o membro inferior, sobretudo tornozelo e joelho, como a região mais afetada, seguida do ombro dominante e do cotovelo, predominantemente por sobrecarga, e da coluna lombar, com padrão de rotação repetitiva. Os números exatos variam entre estudos, pela forma como cada um define e regista as lesões, mas a hierarquia destas três zonas é consistente.

Porque o padel sobrecarrega o sistema linfático de forma diferente

O padel combina dois tipos de esforço que raramente coexistem noutros desportos: explosões anaeróbias muito curtas (arranques de 2-5 segundos) repetidas durante 60 a 90 minutos, intercaladas com intervalos muito breves. Este padrão, semelhante ao HIIT mas menos controlado, produz picos repetidos de lactato que o organismo não consegue eliminar completamente entre os pontos. Ao fim de um jogo, o lactato muscular acumulado nas panturrilhas, nas coxas e no ombro dominante é substancialmente superior ao de uma corrida contínua de igual duração.

Adicionalmente, a assimetria do padel, o braço dominante executa a quase totalidade dos movimentos de raquete enquanto o outro serve apenas de equilíbrio, cria uma sobrecarga linfática unilateral no ombro, cotovelo e antebraço do lado dominante que poucos desportos produzem com esta consistência.

Padel: zonas musculares afetadas, padrão de dano e protocolo linfático recomendado
ZonaGestos principaisTipo de danoProtocolo de drenagem
Panturrilha e tornozeloArranques, mudanças de direção, saltosEdema por impacto repetitivo, lactato acumuladoDrenagem ascendente: tornozelo, joelho, virilha; 15-20 min
Quadríceps e isquiotibiaisTravagens bruscas, agachamentos em jogoDOMS excêntrico, microlesões por desaceleraçãoFace anterior e posterior da coxa; 10-15 min por perna
Ombro dominanteSmash, bandeja, volée altaSobrecarga do manguito, edema periarticularAtivação nódulos axilares, dreno ombro, cotovelo, antebraço; 15 min
Cotovelo e antebraçoRemate, vibração da raqueteSobrecarga do epicôndilo (tennis/padel elbow)Incluído na sequência do ombro; pressão suave sobre extensores
LombarRotações de tronco, movimento lateralHipertonia dos eretores, edema paravertebralComplementar; em decúbito lateral; 10 min

Protocolo para jogadores de padel em Leiria

Protocolo de drenagem linfática por fase para jogadores de padel
FaseQuandoObjetivoN.º de sessõesDuração
Manutenção de épocaDia seguinte ao treino mais intenso da semanaEliminar lactato acumulado, prevenir sobrecarga crónica1x por semana40 min
Pós-competiçãoNas 24-48 horas seguintes ao torneioReduzir DOMS, eliminar edema, acelerar regeneração1-2 sessões40-60 min
Lesão em recuperaçãoA partir do dia 3 (fora da fase aguda)Reduzir edema periarticular, preparar retorno ao jogo3-5 sessões40 min
Pré-temporada2 semanas antes do início da épocaPreparar o sistema linfático para carga aumentada2-3 sessões40 min

Corrida: O Impacto Repetitivo e o Que Acontece às Pernas Depois de 10 km

A corrida é o desporto com maior impacto mecânico repetitivo por unidade de tempo. A cada passada, o pé absorve uma força de 2 a 3 vezes o peso corporal, numa corrida de 10 km a um ritmo de 5:30/km, isso representa cerca de 9.000 passos e 9.000 absorções de impacto. O sistema linfático dos membros inferiores é o primeiro a sofrer as consequências.

Os padrões de dano muscular na corrida diferem do padel e do ciclismo em três aspetos.

Predomínio do dano excêntrico: na fase de desaceleração de cada passada, os músculos da perna (especialmente gastrocnémio, solear e quadríceps) contraem-se em regime excêntrico, a fibra muscular alonga-se enquanto está em contração. Este padrão produz mais microlesões do que a contração concêntrica, o que explica porque o DOMS após uma corrida longa é frequentemente mais intenso do que após uma sessão de musculação de igual perceção de esforço.

Edema fascial na perna: o impacto repetitivo comprime e irradia fluido para as fáscias (membranas que envolvem os grupos musculares). O edema fascial é especialmente comum na fáscia da perna (fáscia crural) e no compartimento plantar, e é um dos fatores que contribui para a fasceíte plantar em corredores com volume alto de treino.

Acumulação linfática ascendente limitada: a corrida ativa a bomba muscular dos membros inferiores (as contrações musculares comprimem os vasos linfáticos e impulsionam o fluido para cima). Mas com o aumento da intensidade ou do volume, esta bomba fica saturada: o fluido continua a entrar nos capilares linfáticos mas o escoamento não acompanha. O resultado é a sensação de «pernas pesadas» que persiste no dia seguinte a uma corrida longa, mesmo depois de o lactato já ter sido eliminado.

Corrida: zonas afetadas, tipo de dano e protocolo linfático por tipo de treino
Tipo de treinoDuração típicaZonas mais afetadasDOMS esperadoSessão de drenagem recomendada
Corrida suave (rodagem)30-50 min, pace confortávelPanturrilha, solearLigeiro ou nuloOpcional; drenagem rápida 20 min se pernas pesadas
Treino intervalado / fartlek30-60 min, picos de intensidadeQuadríceps, isquiotibiais, panturrilhaModerado (24-48h)Recomendada; 40 min nas 2-6h após treino ou no dia seguinte
Corrida longa (fundo)60-120 min+, pace moderadoToda a cadeia posterior + fáscia plantarModerado a intenso (24-72h)Muito recomendada; 40-60 min no dia seguinte; incluir pé e fáscia plantar
Prova / meia-maratona / maratona90 min+Toda a musculatura inferior + lombarIntenso (48-72h), CK muito elevadaEssencial; 2 sessões nos 3 dias seguintes; protocolo global membros inferiores + lombar

O caso especial da fáscia plantar em corredores

A fasceíte plantar é a lesão mais comum em corredores com volume de treino superior a 50 km semanais. Um dos fatores que contribui para a sua cronicidade é a acumulação de fluido e tecido inflamatório no compartimento plantar, que o sistema linfático do pé tem dificuldade em eliminar por conta própria, a circulação venosa e linfática do pé é das mais dependentes do movimento muscular ativo.

A drenagem linfática do pé e da fáscia plantar, com técnica específica de mobilização do arco longitudinal e dos nódulos linfáticos do tornozelo, pode reduzir a tensão fascial e o edema local. Não substitui o tratamento de reabilitação para a fasceíte instalada, mas é um complemento útil à fisioterapia. Na Fisalis, a abordagem da Maryna combina drenagem com a avaliação biomecânica do padrão de corrida, quando relevante, em articulação com a revisão clínica do Dmytro Chervenyak.

Ciclismo: O Problema das «Pernas Pesadas» e a Compressão Venolinfática

O ciclismo tem um perfil de recuperação distinto da corrida e do padel: o impacto mecânico é mínimo (sem absorção de choque por passada), mas a posição estática em bicicleta durante longos períodos cria um padrão de sobrecarga venolinfática nos membros inferiores que é único.

Em posição de ciclismo, a flexão constante do joelho (ângulo de 90-110 graus na maioria das pedaladas) comprime parcialmente os nódulos linfáticos poplíteos, atrás do joelho, os principais nódulos de drenagem da perna inferior. Durante uma saída de 2-3 horas, esta compressão intermitente acumula fluido intersticial na perna abaixo do joelho que não consegue ser drenado com a eficiência normal. O resultado é a sensação de «pernas pesadas» e edema distal que os ciclistas conhecem bem.

A isso acresce a posição baixa do tronco em ciclismo de estrada: a flexão do tronco sobre o guiador comprime o espaço abdominal, reduz a mobilidade diafragmática e dificulta a drenagem linfática torácica, o que tem impacto sobre toda a circulação linfática do membro inferior, cujo fluido sobe até à cisterna do quilo antes de entrar na circulação venosa.

Ciclismo: padrão de solicitação, zonas afetadas e protocolo linfático
Tipo de saídaDuração típicaZonas mais afetadasProblema principalProtocolo linfático
Saída curta / recuperação ativa30-60 min, baixa intensidadeQuadrícepsMínimoNão necessário; opcional se pernas pesadas residuais
Saída de fundo (endurance)2-4 horas, intensidade moderadaQuadríceps, glúteos, edema distal pernaAcumulação linfática por posição; lactato moderadoRecomendada; 40 min; foco em perna inferior e virilha
Treino de intervalos / subidas1-2 horas, alta intensidadeQuadríceps, isquiotibiais, glúteosDOMS, lactato elevado, edema muscularMuito recomendada; 40-60 min nas 2-6h ou dia seguinte
Gran fondo / prova4+ horasToda a cadeia inferior + lombar + ombrosSobrecarga linfática global, pernas pesadas persistentesEssencial; 2 sessões nos 3 dias seguintes; incluir lombar e membros superiores
Ciclismo indoor de alta intensidade45-60 min (spinning)Quadríceps, panturrilhaLactato elevado sem impacto; edema muscular rápidoRecomendada; 40 min nas 2-6h após sessão

Drenagem vs pressoterapia no ciclismo

Muitos ciclistas profissionais usam calças de pressoterapia pneumática após provas longas, um dispositivo que aplica pressão intermitente sequencial nos membros inferiores, imitando mecanicamente a drenagem manual. A pressoterapia e a drenagem manual têm mecanismos sobrepostos mas não idênticos.

A pressoterapia é eficaz para a drenagem venosa (edema gravitacional) e produz um volume de drenagem maior por unidade de tempo, útil para eliminar rapidamente a sensação de «pernas pesadas». A drenagem manual trabalha sobre os capilares linfáticos mais superficiais e sobre os nódulos linfáticos, que a pressoterapia não consegue ativar com a mesma especificidade, é mais eficaz na eliminação dos marcadores inflamatórios (CK, PCR) e permite tratar zonas como o ombro, a lombar e a virilha que as calças de pressoterapia não cobrem.

Para ciclistas com volume alto de treino, a combinação das duas, pressoterapia para escoamento rápido e drenagem manual para precisão nos nódulos, é o protocolo mais completo. Na Fisalis, as duas estão disponíveis em sessão combinada.

Comparação Rápida: Padel, Corrida e Ciclismo, Quando e Quantas Sessões

Protocolo de drenagem linfática comparado por desporto
DesportoPrincipais zonas de drenagemJanela ideal pós-treinoSessões em época regularSessões pós-competiçãoFoco específico
PadelPerna + ombro dominante + cotovelo2-24 horas após jogo1x por semana1-2 sessões em 48hAssimetria membro superior; ombro dominante
CorridaCadeia posterior completa + fáscia plantar12-24 horas após corrida longa1-2x por semana (volume alto)2 sessões em 72h (prova longa)Fáscia plantar; dano excêntrico cadeia posterior
CiclismoQuadríceps + perna distal + virilha2-6 horas após saída intensa1x por semana (fundo); 2x (intensidade)2 sessões em 72h (gran fondo)Compressão poplítea; edema distal; considerar pressoterapia

Drenagem Linfática vs Massagem Desportiva: Qual Usar e Quando

Esta é provavelmente a dúvida mais comum entre desportistas que chegam à Fisalis. A resposta depende do objetivo e do momento do ciclo de treino.

Um ensaio clínico controlado e aleatorizado publicado na European Journal of Applied Physiology (Trybulski et al., 2025) comparou diretamente os efeitos da drenagem linfática e da massagem desportiva intensa em 36 atletas de desportos de combate, durante 72 horas de recuperação após treino pliométrico excêntrico. Os resultados mostraram que o grupo de drenagem linfática recuperou força muscular mais rapidamente, com níveis de CK e PCR consistentemente mais baixos ao longo do seguimento e menor sensibilidade à dor. O grupo de massagem intensa apresentou maior perfusão tecidual (mais sangue no músculo) de forma sustentada, mas isso não se traduziu em recuperação funcional equivalente.

Drenagem linfática vs massagem desportiva: quando usar cada uma
CritérioDrenagem LinfáticaMassagem Desportiva
Objetivo principalEliminar fluido intersticial e marcadores inflamatóriosMobilizar tecido conjuntivo, reduzir aderências, tónus muscular
Pressão usadaMuito suave (20-40 mmHg)Moderada a forte (adaptada ao tecido)
Melhor momentoApós treino intenso, DOMS, pós-competiçãoManutenção regular, preparação para treino, aderências crónicas
Resultado em DOMSAlta eficácia (reduz CK, PCR, edema)Eficácia moderada; pode intensificar dor se aplicada em fase aguda
Resultado em forçaRecuperação mais rápida (evidência: Trybulski et al., 2025)Recuperação mais lenta mas normalização do tónus muscular
Indicação típicaPós-jogo de padel, após corrida longa, gran fondoEntre competições, zonas com tensão crónica, pré-temporada
Podem combinar-se?Sim, drenagem primeiro, massagem desportiva nas sessões seguintes

Quando Não Fazer Drenagem Após Treino

Em contexto desportivo, a drenagem linfática está contraindicada ou exige precaução adicional nas seguintes situações.

Não fazer: lesão aguda nas primeiras 24-48 horas (entorse, contusão, rotura muscular parcial ou total), nesse período o tecido está em fase hemorrágica e o aumento da circulação linfática pode aumentar o hematoma. TVP (trombose venosa profunda) suspeita ou confirmada, sinal de alerta: edema assimétrico de início súbito num membro inferior após esforço. Febre ou processo infecioso em curso, porque o sistema linfático está já sobrecarregado e a manipulação pode favorecer a disseminação de agentes patogénicos.

Fazer com precaução / comunicar ao terapeuta: tendinite em fase aguda, drenagem suave sobre a zona peritendinosa mas sem pressão direta sobre o tendão inflamado. Edema muito marcado (pitting edema), pode indicar causa cardíaca, renal ou venosa que exige avaliação médica antes de drenagem. Desidratação severa após competição, reidratar primeiro, a drenagem em estado de desidratação tem menor eficácia e pode causar cefaleias.

Na Fisalis, cada sessão começa com uma breve anamnese. Se chegou com uma lesão recente, a Maryna avalia primeiro, e diz-lhe honestamente se a drenagem é indicada naquele momento ou se deve aguardar, em articulação com a revisão clínica do Dmytro Chervenyak sempre que o quadro o justifique.

Se Treina em Leiria e Quer Otimizar a Recuperação

Seja jogador de padel no Leiria Padel Club ou no Batalha Padel, corredor nas estradas de Marrazes e Pousos, ou ciclista nas rotas da Serra de Aire, o protocolo de drenagem linfática adaptado ao seu desporto pode fazer a diferença entre chegar ao treino seguinte em plenas condições ou acumular fadiga semana após semana.

A Maryna combina a avaliação das zonas de maior congestão linfática com o conhecimento das exigências específicas de cada desporto para definir um protocolo individual, não uma sessão genérica, mas um plano de recuperação adaptado à sua rotina de treino, com o apoio da revisão clínica do Dmytro Chervenyak (Mestre em Fisioterapia, DGES Portugal, 2025, mais de 8 anos de experiência clínica) sempre que a situação o exija.

A clínica fica na Rua Dr. José Gonçalves 15A, centro de Leiria, a menos de 10 minutos de carro de Marrazes, Batalha e Marinha Grande. Estacionamento próximo.

Recupere mais rápido. Treine mais vezes. Lesione-se menos.

A 1.ª sessão na Fisalis inclui avaliação completa das suas zonas de maior carga, protocolo personalizado e 40 minutos de drenagem dirigida ao seu desporto, a partir de €30.

Valores completos em preços. Marcar pelo WhatsApp: +351 916 002 140 · Ver serviço de drenagem linfática

Perguntas frequentes

Devo fazer drenagem linfática antes ou depois do treino?

A regra geral é: drenagem depois do treino, nunca imediatamente antes. A drenagem ativa o sistema nervoso parassimpático e reduz o tónus muscular, o oposto do que se pretende antes de um treino intenso. A única exceção é uma ativação circulatória suave (10-15 minutos, pressão mínima) antes de provas longas, com objetivo preparatório. Após o treino, a janela ideal é 2 a 6 horas.

Quanto tempo depois do treino devo fazer drenagem?

A janela mais eficaz é entre as 2 e as 6 horas após o treino. Imediatamente após (primeiros 30 minutos), o foco deve ser reidratação e alimentação. Para DOMS (dor que aparece 24-48 horas depois), a drenagem no dia seguinte ao treino é igualmente eficaz e muito recomendada.

A drenagem linfática ajuda a recuperar depois de um treino de padel?

Sim. O padel produz acumulação de lactato e edema muscular em zonas específicas: panturrilha, tornozelo, ombro dominante e cotovelo. A drenagem dirigida a estas zonas acelera a eliminação dos marcadores inflamatórios e reduz a sensação de «braço pesado» no dia seguinte ao jogo. Recomenda-se 1 sessão por semana em época regular.

Qual é a diferença entre drenagem linfática e massagem de recuperação desportiva?

A drenagem linfática usa pressão muito suave para mover fluido intersticial e eliminar marcadores inflamatórios, é mais eficaz para DOMS e recuperação pós-competição. A massagem desportiva usa pressão moderada a forte com objetivo de mobilizar tecido conjuntivo e reduzir aderências, indicada para manutenção e preparação. Um estudo com atletas de desportos de combate mostrou que a drenagem produziu recuperação de força mais rápida do que a massagem intensa ao longo de 72 horas.

Quantas sessões de drenagem linfática preciso por mês se treinar 3 vezes por semana?

Para treino regular de intensidade moderada (3 sessões semanais), recomenda-se 2 a 4 sessões de drenagem por mês, uma após cada semana de treino intenso, ou no dia seguinte aos treinos mais exigentes. Se houver competições, acrescente 1-2 sessões nos 3 dias seguintes à prova. O protocolo exato é definido na 1.ª sessão de avaliação na Fisalis.

Posso fazer drenagem linfática no dia de descanso?

Sim, e é frequentemente o momento ideal. No dia de descanso, os marcadores de dano muscular (CK, mioglobina) que atingem o pico 24-48 horas após treino intenso estão ainda elevados. A drenagem nesse momento ajuda a eliminá-los, reduz o DOMS e prepara o músculo para a sessão seguinte. Uma sessão de 40 minutos num dia de descanso é compatível com qualquer protocolo de treino.

Saiba mais

Fontes

  • Bakar Y, et al. Effect of manual lymph drainage on removal of blood lactate after submaximal exercise. Journal of Physical Therapy Science, 2015.
  • Trybulski R, Wang HK, Hagner-Derengowska M, Kawczynski A, Olaniszyn G, Kużdzał A. Effects of lymphatic drainage and intense sports massage on muscle properties, damage, and function after eccentric plyometric training: a randomized controlled parallel trial. European Journal of Applied Physiology. 2025.
  • Dahmen J, Emanuel KS, Fontanellas-Fes A, Verhagen E, Kerkhoffs GM, Pluim BM. Incidence, prevalence and nature of injuries in padel: a systematic review. BMJ Open Sport & Exercise Medicine. 2023;9:e001607.
  • Physiopedia. Manual Lymphatic Drainage.
  • Zuther JE, Norton S. Lymphedema Management: The Comprehensive Guide for Practitioners. 3.ª ed. Thieme, 2013.

Este artigo tem carácter informativo e não substitui avaliação médica ou fisioterapêutica. Lesão aguda, edema unilateral de início súbito, dor intensa na perna, febre ou historial oncológico ativo requerem avaliação médica antes de qualquer drenagem.

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Maryna Syrgiychuk Técnico Auxiliar de Reabilitação e Fisioterapia

Técnica Auxiliar de Reabilitação e Fisioterapia pela Escola do Saber, Leiria. Especialista em massagem de relaxamento, drenagem linfática, pressoterapia e técnicas de bem-estar.…

Conteúdo produzido com apoio de IA, revisto pela equipa Fisalis.