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Massagem e Bem-Estar

Massagem Sueca: O Que É, Como Funciona, Técnicas e Para Que Serve

· 21 min de leitura · Dmytro Chervenyak Dmytro Chervenyak
massagem sueca — técnica de relaxamento com effleurage e petrisagem, Fisalis Leiria

Experimenta isto antes de leres a primeira frase deste artigo: junta as duas mãos, esfrega as palmas uma na outra durante cinco segundos, e depois desliza uma palma pelo antebraço oposto, do pulso ao cotovelo, três vezes seguidas, devagar. Sentiste o calor a formar-se? A pele a ficar ligeiramente mais sensível ao toque seguinte? Acabaste de reproduzir, em miniatura, o primeiro movimento de qualquer sessão de massagem sueca alguma vez dada em qualquer clínica do mundo. Não é coincidência que sintas isto de forma tão parecida com o que sentirias numa marquesa: o mecanismo é o mesmo, só a escala é que muda.

A massagem sueca é provavelmente a técnica mais praticada no mundo ocidental, e a base sobre a qual a maioria dos outros tipos de massagem de relaxamento foi construída. Quando alguém diz “quero uma massagem de relaxamento” sem especificar tipo, é quase sempre massagem sueca que recebe, frequentemente sem saber. Quando um spa anuncia “massagem clássica”, é massagem sueca. Quando um fisioterapeuta usa massagem como parte de tratamento sem especificar a técnica, é geralmente massagem sueca que está a fazer.

Em síntese: a massagem sueca combina cinco técnicas (effleurage, petrisagem, fricção, tapotement e vibração) numa sequência fixa que segue sempre o sentido do retorno venoso, progride de pressão superficial para profunda, e cobre o corpo de forma sistemática e simétrica. É a escolha certa para quem nunca fez massagem, para relaxamento sistémico e activação parassimpática, e para a generalidade das tensões do dia a dia. Não é suficiente quando há pontos-gatilho activos, aderências fasciais profundas, ou padrão postural patológico, situações que pedem massagem terapêutica.

Apesar de ser o padrão, é pouco compreendida. A maioria das pessoas que a recebem regularmente não sabe que tem nome específico, não conhece as cinco técnicas que a compõem, não percebe porque a sequência é como é, e não sabe o que pode pedir para personalizar a experiência. Este artigo resolve isso, por completo.

A origem: a história real, sem os mitos

O nome “massagem sueca” é tecnicamente impreciso: o seu criador principal não era sueco no sentido em que se costuma pensar, e os suecos nunca a chamaram “massagem sueca”. O nome consolidou-se por razões de marketing e de percepção histórica, não de precisão geográfica.

Per Henrik Ling (1776-1839) era sueco, mestre de esgrima e ginasta, e desenvolveu o que chamou “Movimento Sueco”, um sistema de ginástica médica que combinava exercício com manipulação manual dos tecidos. Ling não era médico nem massagista, era um educador físico que sistematizou movimentos para fins terapêuticos. O seu sistema incluía algo próximo do que hoje chamamos massagem, mas também exercício activo e passivo, e a massagem em si nunca chegou a ser codificada como técnica independente por ele.

O crédito pela sistematização das técnicas de massagem propriamente ditas (effleurage, petrisagem, tapotement, fricção e vibração, com os nomes e definições que usamos hoje) pertence a Johann Georg Mezger (1838-1909), médico holandês que formalizou estas técnicas no seu doutoramento em 1868 e as popularizou na medicina europeia da época. Foi Mezger, não Ling, quem deu à técnica a base clínica que permitiu a sua adopção pela medicina europeia, adoptando termos franceses porque o francês era, na altura, a língua internacional da medicina.

O nome “massagem sueca” consolidou-se nos Estados Unidos no final do século XIX, quando praticantes e viajantes associaram a técnica ao sistema de Ling, mais conhecido internacionalmente do que o trabalho de Mezger. O nome ficou, mesmo sendo, na prática, um híbrido do trabalho de ambos.

Isto importa para além da curiosidade histórica: explica a natureza da técnica, com a base sistemática de Ling e a formalização clínica de Mezger. É exactamente esta combinação, rigor sistemático com base clínica, que a tornou o padrão de referência que continua a ser um século e meio depois.

O que distingue a massagem sueca das outras técnicas

Existem dezenas de tipos de massagem. A massagem sueca distingue-se por três princípios que explicam a sua prevalência universal.

Direcção centrípeta. Todos os movimentos seguem o sentido do retorno venoso, em direcção ao coração, nunca o contrário. Esta regra não é estética, é fisiológica: as veias têm válvulas unidireccionais que permitem o fluxo apenas nesse sentido, e movimentos no sentido contrário criam resistência a estas válvulas, podendo agravar o retorno venoso em vez de o facilitar. É por isso que a massagem nas pernas vai do joelho para a virilha, nunca ao contrário, e é por isso que um terapeuta que faz movimentos descendentes nas pernas não está a aplicar a técnica correctamente.

Progressão de superficial para profundo. A sessão começa com técnicas superficiais e pressão baixa, e progride para técnicas mais profundas à medida que o tecido aquece e o sistema nervoso entra em estado parassimpático. Inverter esta progressão, começando com pressão intensa em tecido ainda frio, produz resistência muscular reflexa, exactamente o oposto do objectivo: o músculo responde à pressão excessiva com mais tensão, e a sessão torna-se um ciclo contraproducente de forçar um tecido que resiste.

Cobertura sistemática e bilateral. O corpo é trabalhado de forma sistemática e simétrica, sem saltar zonas, sem concentrar tempo excessivo numa área em detrimento de outras sem indicação específica. É esta cobertura sistemática que produz a resposta parassimpática de corpo inteiro que a massagem sueca gera de forma mais completa do que técnicas focadas numa única zona.

As cinco técnicas, em detalhe

A massagem sueca usa cinco técnicas fundamentais, cada uma com nome em francês, herança da tradição académica europeia do século XIX, mas praticadas universalmente hoje.

Effleurage

Do francês effleurer, “tocar de leve”, “acariciar”. É o movimento de abertura, de encerramento, e de transição de toda a sessão. Ocupa entre 40 e 50% do tempo total, mais do que qualquer outra técnica.

O movimento: palmas abertas e planas deslizam sobre a pele com contacto completo, desde a base dos dedos até ao pulso. A pressão é uniforme ao longo de toda a superfície de contacto, sem zonas de mais pressão dentro do mesmo movimento. A velocidade é lenta a moderada, 10 a 20 cm por segundo. O contacto é contínuo: quando as mãos chegam ao fim do movimento e precisam de regressar, voltam com toque mínimo, apenas as pontas dos dedos, para não quebrar o ritmo.

A pressão varia ao longo da sessão. No início, 150 a 250g, o equivalente ao peso de um copo de água sobre a pele. É tão suave que algumas pessoas questionam se está “a fazer alguma coisa”. Está: a activar os receptores de pressão sustentada, os corpúsculos de Ruffini, que iniciam a resposta parassimpática. À medida que o tecido aquece, sobe para 400 a 600g nas costas e nas pernas, onde o músculo mais espesso tolera mais pressão, e nunca mais de 300g no pescoço e em zonas de pele fina.

O effleurage de encerramento, os últimos três a cinco minutos da sessão, é sempre de regresso à pressão mínima, com movimentos mais lentos do que no início. É a saída gradual do estado parassimpático. Uma sessão que termina abruptamente sem este encerramento produz uma sensação de choque ao levantar que o encerramento suave evita.

Petrisagem

Do francês pétrir, “amassar”. É onde o relaxamento muscular real acontece, não o relaxamento do sistema nervoso, que é trabalho do effleurage, mas o relaxamento do músculo em si, com a libertação da tensão de fundo que a postura e o stress criaram.

O movimento: os dedos e a palma levantam o tecido muscular da estrutura óssea abaixo, comprimem-no, e libertam-no num ciclo rítmico de um a dois ciclos por segundo. Há duas variantes principais. A petrisagem digital, com os polegares e os dedos a agarrar e comprimir o músculo entre si, é usada em músculos pequenos e zonas de precisão: trapézio superior, paravertebrais estreitos, zona cervical. A petrisagem palmar, com a palma inteira a aplicar pressão descendente enquanto os dedos levantam o tecido, é usada em músculos grandes e espessos: dorsais, glúteos, coxas, gémeos.

O mecanismo é duplo. Mecânico: a compressão e o estiramento alternados quebram as micro-aderências que se formam entre as fibras musculares com a imobilidade crónica, e que fazem o músculo sentir-se “duro” mesmo sem contracção activa. Neuromuscular: a pressão sobre os tendões activa os órgãos tendinosos de Golgi, que inibem reflexamente a actividade do músculo correspondente, o que recebe o sinal neurológico para reduzir o seu tónus de fundo.

A pressão em contexto de relaxamento fica entre 300 e 600g, nunca ao ponto de dor aguda: a sensação correcta é “pressão que liberta”, não “dor que preciso de aguentar”. Um músculo que recebe pressão excessiva responde com aumento de tensão reflexa, exactamente o oposto do objectivo.

Fricção

Do latim frictio, “esfregar”. É a técnica mais pontual, trabalhando zonas específicas de tensão concentrada, inserções musculares, e áreas onde o tecido conjuntivo superficial está mais rígido.

O movimento: as pontas dos dedos ou os polegares fazem movimentos circulares ou perpendiculares às fibras do músculo, com pressão que não desliza sobre a pele mas move o tecido subjacente. A diferença em relação ao effleurage: neste, os dedos deslizam sobre a pele; na fricção, a pele e os dedos movem-se juntos sobre o tecido mais profundo, como mexer numa massa que tem camadas.

Em contexto de relaxamento, a fricção é superficial, 200 a 400g, movimentos circulares suaves, usada nas inserções musculares e nos pontos de maior tensão identificados durante a petrisagem. A fricção transversal profunda de Cyriax, 1 a 2kg e perpendicular às fibras, é técnica terapêutica que não pertence ao contexto do relaxamento.

Onde se usa: inserção occipital dos suboccipitais, inserções do trapézio nos ombros, bordos internos das escápulas, crista ilíaca, e qualquer zona onde a petrisagem já identificou tensão concentrada que merece trabalho mais específico.

Tapotement

Do francês tapoter, “bater levemente”. É a percussão rítmica, a técnica que mais imediatamente se associa visualmente à massagem, mas que, em termos de tempo de sessão, é a menos usada.

O movimento: série de golpes rítmicos e rápidos, um a três por segundo, com diferentes partes da mão. Hacking: borda externa da mão, dedos juntos, golpes alternados. Cupping: mão em concha, criando um pequeno vácuo ao bater. Beating: punho levemente fechado. Tapotement digital: pontas dos dedos, para zonas delicadas como o couro cabeludo.

O mecanismo: activação dos fusos musculares por vibração mecânica rápida, produzindo contracção reflexa seguida de relaxamento, o mesmo mecanismo do reflexo patelar, aplicado de forma repetida. Adicionalmente, vasodilatação superficial imediata que aumenta a temperatura local e o fluxo sanguíneo.

Tem efeito estimulante, o oposto do effleurage, que é calmante. É por isso que é a técnica mais selectivamente usada em sessões de relaxamento profundo: nunca no início (tecido frio, resposta parassimpática ainda não estabelecida) e nunca no final (o encerramento deve consolidar a resposta parassimpática, não interrompê-la). Em sessões orientadas para relaxamento máximo, insónia, ansiedade, stress profundo, pode ser completamente omitido.

Vibração

É a técnica menos visível, mas com efeito específico e documentado na resposta parassimpática. Raramente é nomeada quando se fala de massagem sueca, mas está presente nas sessões bem conduzidas.

O movimento: tremor fino e contínuo de 5 a 10 Hz aplicado com as palmas, os dedos, ou toda a mão. O terapeuta cria a vibração pela contracção rápida dos músculos do antebraço, não é mecânico, é manual e exige prática. Ao contrário do tapotement, com golpes discretos e intervalos, a vibração é contínua e sem pausas.

O mecanismo: os fusos musculares respondem à vibração de baixa frequência com relaxamento reflexo, o tecido cede à frequência de oscilação em vez de resistir. A vibração de baixa frequência activa directamente fibras nervosas com linha directa para a resposta parassimpática, o que explica porque é usada no final da sessão e em zonas que precisam de trabalho suave: couro cabeludo, zona cervical, face.

Como é uma sessão completa, do início ao fim

Uma sessão sueca de 60 minutos tem uma estrutura reconhecível em qualquer clínica do mundo onde a técnica é bem praticada. As variações existem, na ênfase, na pressão, em que zonas recebem mais tempo, mas a estrutura base é esta.

Os primeiros 5 minutos são de chegada e conversa: antes de qualquer toque, dois a três minutos sobre o que a pessoa precisa naquele dia, zonas de tensão, preferência de pressão, zonas a evitar, contexto de saúde relevante. Não é formalidade, é o que permite personalizar a sessão.

Dos 5 aos 10 minutos, effleurage de abertura no dorso: a pessoa está de barriga para baixo, e o terapeuta cobre todo o dorso repetidamente com pressão de 150 a 250g. O objectivo ainda não é trabalhar o músculo, é aquecer o tecido e dar ao sistema nervoso tempo para iniciar a transição parassimpática. A respiração costuma aprofundar entre o terceiro e o oitavo minuto.

Dos 10 aos 25 minutos, trabalho nas costas: o effleurage torna-se mais profundo, a petrisagem começa no trapézio, nos paravertebrais torácicos e na zona lombar, a fricção trabalha as inserções e os pontos de tensão identificados, e o tapotement, se usado, aparece aqui, nunca no início ou no fim. A zona cervical posterior recebe atenção especial nos últimos minutos desta fase.

Dos 25 aos 40 minutos, pernas e pés: effleurage de abertura do tornozelo para a coxa, petrisagem nos gémeos e nas coxas, e trabalho de fricção na planta dos pés, uma zona que raramente recebe massagem e que costuma surpreender.

Dos 40 aos 50 minutos, com a pessoa de barriga para cima: trabalho nos braços, no peito com effleurage suave, e nas pernas na face anterior.

Dos 50 aos 58 minutos, cabeça e pescoço: movimentos circulares no couro cabeludo, fricção circular nos temporais, pressão pontual nos suboccipitais, pressão lateral suave nas têmporas, e effleurage muito suave na face, se a pessoa desejar.

Os últimos dois a três minutos são de effleurage de encerramento, muito suave, sobre todo o corpo alcançável, consolidando o estado parassimpático e permitindo uma saída gradual, sem o choque de acordar abruptamente.

Variações, e o que muda em cada uma

A massagem sueca “pura”, como Ling e Mezger a conceberam, raramente existe exactamente como descrita acima. Na prática, existe em variações que reflectem a formação do terapeuta, a tradição cultural, e as necessidades do cliente.

De relaxamento profundo: pressão mais baixa ao longo de toda a sessão, tapotement ausente ou mínimo, mais tempo de effleurage e menos de petrisagem, ênfase no encerramento lento. Indicada para primeiro contacto com massagem, ansiedade, stress agudo, ou objectivo de sono.

Com ênfase terapêutica: mais petrisagem, fricção mais específica e mais intensa nas zonas de tensão identificadas, pressão progressivamente mais alta nas zonas tolerantes. Está no limite entre relaxamento e terapêutico, e é o que o Dmytro frequentemente adapta em função do que encontra durante a sessão.

Com aromaterapia: os óleos usados no effleurage incluem óleos essenciais específicos, lavanda para relaxamento e sono, bergamota para ansiedade e humor, eucalipto para congestão, hortelã-pimenta para activação. O efeito combina-se com o mecânico por via olfactiva, com activação directa do sistema límbico. Mais no artigo sobre massagem de aromaterapia.

Com pedras quentes: o effleurage e a petrisagem são feitos com pedras de basalto aquecidas a 45 a 52°C em vez das mãos, ou alternando mãos e pedras. O calor penetra no músculo mais rapidamente do que o toque manual, produzindo descontracção com menos pressão. Indicada para tensão muscular profunda com sensibilidade à pressão.

Massagem sueca vs outros tipos

Massagem SuecaShiatsuTailandesaTecidos ProfundosLomi Lomi
OrigemEuropa séc. XIXJapãoTailândia / ÍndiaEUA séc. XXHavai
Usa óleoSimNãoNãoSimSim
RoupaRoupa interior ou nenhumaRoupa confortávelRoupa confortávelRoupa interiorRoupa interior
PressãoSuave a moderadaPontual (polegares)Moderada + alongamentosIntensaSuave a moderada
AlongamentosNãoNãoSim, centraisNãoNão
Para primeiro contacto✅ Ideal⚠️ Diferente do esperado⚠️ Mais activo⚠️ Pode ser intenso✅ Boa opção
Para relaxamento máximo⚠️ Mais activo❌ Objectivo diferente

Os óleos, e o que muda com cada escolha

O effleurage requer um meio de deslizamento entre as mãos e a pele, e o óleo é parte integrante da técnica, não um detalhe. A escolha afecta o deslizamento, a absorção cutânea, e o efeito terapêutico complementar.

Óleo de amêndoa doce é o mais usado globalmente: viscosidade ideal para effleurage, absorção moderada que dura a sessão sem reposição frequente, hipoalergénico para a maioria das pessoas, excepto alergia a frutos secos, e neutro em aroma.

Óleo de jojoba, tecnicamente uma cera líquida, tem estrutura molecular semelhante ao sebo cutâneo, com penetração excelente, não é comedogénico, e é ideal para pele sensível ou acneica, ainda que mais caro do que a amêndoa.

Óleo de coco fraccionado é completamente líquido, ao contrário do coco virgem que solidifica: excelente deslizamento, absorção rápida, aroma suave, popular em sessões tropicais e lomi lomi, mas menos duradouro do que a amêndoa em sessões longas.

Óleo de uva é muito leve, com absorção muito rápida, ideal para climas quentes como o verão de Leiria, mas menos eficaz para effleurage prolongado por absorver demasiado depressa.

Óleo de argan, rico em vitamina E e ácidos gordos essenciais, tem efeito nutritivo excepcional para a pele, e é usado em sessões premium ou em clientes com pele muito seca.

Porque esta técnica se adapta particularmente bem ao contexto português

Há uma curiosidade histórica que vale a pena partilhar, com a devida honestidade sobre os seus limites: não encontrámos registo de que a massagem sueca especificamente se tenha popularizado de forma particular em Portugal, ou no centro do país, num momento histórico concreto. O que existe, documentado em investigação académica (Carvalho & Correia, 2015), é a adopção da “ginástica sueca” de Ling como referência central da educação física nas escolas portuguesas, já nas primeiras décadas do século XX, o sistema de exercício que deu origem ao nome da técnica, não a massagem em si, mas ligado à mesma raiz histórica.

Onde a adequação a Portugal é mais concreta é no plano prático, não histórico. Três razões explicam porque esta técnica em particular serve bem o contexto português actual:

  1. A cobertura sistemática de corpo inteiro responde bem a um padrão de tensão distribuída, comum em profissões com jornadas longas e sedentárias, frequentes nos sectores de serviços, indústria e logística que dominam regiões como Leiria, onde a tensão raramente se concentra numa única zona.
  2. A adaptabilidade de pressão torna-a adequada ao longo de todo o ano, incluindo o verão português, onde uma sessão com pressão mais suave e menos ênfase em técnicas de aquecimento, como pedras quentes, continua a produzir resultado sem o desconforto de calor adicional em dias já quentes.
  3. É a técnica com base científica mais sólida entre as opções de relaxamento disponíveis em Portugal, o que a torna a escolha mais segura para clínicas que, como o Fisalis, combinam massagem de relaxamento com formação clínica em fisioterapia, a mesma lógica sistemática que orienta a avaliação inicial de cada sessão.

Para quem é, e quando não é suficiente

A massagem sueca é a técnica de primeiro contacto universal. Se nunca fizeste massagem e não sabes o que queres, é sempre a escolha certa. Se já experimentaste outros tipos e queres algo diferente, é o ponto de referência da comparação. Se tens uma queixa específica mas não sabes se é para relaxamento ou para terapêutica, a avaliação durante uma sessão sueca dá informação que orienta a decisão.

Não é suficiente quando há pontos-gatilho activos que requerem compressão isquémica profunda, quando há aderências fasciais profundas que requerem mobilização fascial específica, ou quando há um padrão postural patológico que exige exercício terapêutico além de massagem. Nestas situações, a massagem sueca pode ser parte do protocolo, mas não o protocolo inteiro.

O artigo sobre massagem de relaxamento vs terapêutica explica esta distinção em detalhe, incluindo como saber de que lado estás antes de marcar.

O que te convém escolher, consoante o teu perfil

  1. Nunca fizeste massagem e não sabes por onde começar: massagem sueca em sessão de 60 minutos, pressão suave a moderada. É a opção mais segura e mais adaptável para conheceres o teu próprio corpo em contexto de massagem.
  2. Tens tensão distribuída por várias zonas, sem ponto fixo específico: massagem sueca de relaxamento profundo, quinzenal, com ênfase nas zonas que identificares como mais carregadas.
  3. Sentes muita sensibilidade à pressão mas precisas de trabalho profundo: massagem sueca com pedras quentes, fora dos meses de maior calor, para obter profundidade de descontracção sem pressão intensa.
  4. O teu objectivo principal é dormir melhor: massagem sueca com ênfase cervical e occipital, sessão a meio da tarde, com aromaterapia de lavanda.
  5. Tens um ponto específico que dói sempre no mesmo sítio, com ou sem irradiação: não é este o artigo que precisas — o caminho certo é avaliação clínica e massagem terapêutica, não sueca.
  6. Já fazes massagem regularmente e queres explorar algo diferente: usa este artigo como referência de comparação e consulta o guia de tipos de massagem para veres as alternativas.

O que pedir se for a tua primeira vez

Quem nunca fez massagem costuma chegar com as mesmas dúvidas por resolver: se vai doer, se deve falar durante a sessão ou ficar em silêncio, se é normal adormecer, se o óleo estraga o cabelo. Nenhuma destas dúvidas exige resposta longa. Dói só se pedires mais pressão do que o confortável, falar ou não falar são ambos normais, adormecer é sinal de que a sessão está a funcionar, e o óleo usado nas costas e nas pernas não chega perto do cabelo.

O que vale mesmo a pena levar para a primeira conversa com o terapeuta são três frases simples: onde sentes mais tensão, se preferes pressão suave para começar, e se há algum contexto de saúde relevante. Com isto, a primeira sessão já deixa de ser genérica e passa a ser desenhada para o teu corpo especificamente, o que costuma ser a diferença entre “gostei” e “não sabia que o meu corpo se podia sentir assim”.

Massagem sueca, no Fisalis, em Leiria

No Fisalis, a massagem sueca é o formato base de todas as sessões de relaxamento, com adaptações de pressão, ênfase e aromaterapia conforme o que cada pessoa precisa naquele dia. A conversa de dois minutos antes de começar não é protocolo, é o que torna possível uma sessão que não é igual para toda a gente. Se é a tua primeira vez, diz isso. Se tens queixa específica, diz isso. Se preferes sem tapotement ou com mais effleurage, diz isso também.

Sessão de massagem sueca a partir de ver preços. Escreve pelo WhatsApp.

Lê também: effleurage, petrisagem e tapotement explicados em detalhe · tipos de massagem, como escolher o certo para ti · o que é a massagem de relaxamento

Perguntas frequentes

O que é a massagem sueca?

É a técnica de massagem de relaxamento mais praticada no mundo ocidental, desenvolvida no século XIX com base no trabalho de Per Henrik Ling, na Suécia, e formalizada clinicamente por Johann Georg Mezger, na Holanda. Usa cinco técnicas, effleurage, petrisagem, fricção, tapotement e vibração, numa sequência específica que aquece o tecido progressivamente e activa o sistema nervoso parassimpático.

Qual a diferença entre massagem sueca e massagem clássica?

São o mesmo. “Massagem clássica” é o nome usado em Portugal e noutros países europeus para a massagem sueca. A diferença é apenas regional e histórica, a técnica é idêntica.

A massagem sueca é adequada para primeira vez?

É a escolha ideal: é a técnica mais estudada e com melhor evidência científica para os seus efeitos, é a mais adaptável em pressão e ênfase, e é a que produz a resposta parassimpática mais completa de qualquer técnica de massagem.

Quanto tempo dura uma sessão de massagem sueca?

30 minutos cobre uma zona específica. 60 minutos é o formato padrão, cobrindo costas, pernas e pescoço. 80 a 90 minutos é sessão corporal completa. O sistema nervoso demora 15 a 20 minutos a entrar em estado parassimpático, por isso sessões de 30 minutos passam grande parte do tempo nessa transição.

A massagem sueca usa sempre óleo?

Sim, sempre, em contexto de relaxamento. O effleurage requer deslizamento que sem óleo seria desconfortável e irritaria a pele sem o efeito pretendido. O mais comum é óleo de amêndoa doce; em alergia a frutos secos, jojoba ou girassol são alternativas.

Qual a diferença entre massagem sueca e de tecidos profundos?

A sueca usa pressão moderada com as cinco técnicas para produzir relaxamento sistémico e activação parassimpática. A de tecidos profundos usa pressão intensa e técnicas específicas para tratar padrões musculares patológicos. A sueca é relaxamento; os tecidos profundos são terapêuticos.

Fontes

Este artigo tem carácter informativo. Condições médicas específicas podem requerer adaptação ou contra-indicar a massagem sueca — a conversa prévia com o terapeuta ou com o médico assistente é o que determina a adequação ao teu caso.

Tem dúvidas ou quer marcar uma sessão?

Dmytro Chervenyak Mestre em Fisioterapia

Mestre em Fisioterapia e Ergoterapia pela Universidade Católica Ucraniana, com reconhecimento pela DGES Portugal.…

Conteúdo produzido com apoio de IA, revisto pela equipa Fisalis.