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Estética

Celulite nos Glúteos: Porque os Agachamentos Não Chegam e Como a Massagem Modeladora Actua

· 19 min de leitura · Maryna Syrgiychuk Maryna Syrgiychuk
celulite nos glúteos tratamento com massagem modeladora em Leiria — vacuum e fricção transversal, Fisalis Estúdio

A celulite nos glúteos afecta mais de 90% das mulheres que têm celulite nas coxas, e é a zona onde mais expectativas irrealistas se acumulam. As mulheres fazem agachamentos, hip thrusts, glute bridges, aulas de bodypump, e os glúteos ficam mais firmes, mais levantados, com melhor forma. E a celulite continua lá. Exactamente no mesmo sítio, com a mesma textura, às vezes mais visível porque a pele ficou mais esticada sobre uma musculatura maior. E a frustração instala-se: “já não sei o que fazer”.

O problema não é o treino, é a expectativa de que o treino resolve algo que está noutra camada do tecido. A celulite nos glúteos está no tecido adiposo subcutâneo, entre a pele e a fáscia glútea. O músculo glúteo máximo está por baixo dessa fáscia. Fortalecer o músculo não atravessa a fáscia para actuar no tecido adiposo acima dela. São camadas diferentes, com problemas diferentes, que precisam de abordagens diferentes.

A fáscia glútea: o que é e porque define tudo no tratamento

A fáscia é uma membrana de tecido conjuntivo que envolve músculos, órgãos e estruturas do corpo. A fáscia glútea (fascia glutea) é a que recobre o músculo glúteo máximo e separa o compartimento muscular do tecido adiposo subcutâneo onde a celulite se forma. É a mais espessa e mais densa das fáscias dos membros inferiores. Esta espessura tem consequências directas para o tratamento.

Nas coxas, a fáscia é mais fina e mais elástica, responde mais facilmente ao vacuum e à pressão manual. Nos glúteos, a fáscia é mais resistente. Precisa de mais pressão para ser mobilizada, de técnicas diferentes para liberar as aderências que se formam entre ela e a camada de gordura acima, e de mais tempo para responder. Um protocolo que produz resultados em oito sessões nas coxas pode precisar de doze a quinze nos glúteos, não porque o terapeuta está a fazer menos, mas porque a fáscia que está a ser trabalhada é estruturalmente diferente.

As aderências entre a fáscia glútea e o tecido adiposo subcutâneo são o que cria as covinhas características da celulite dos glúteos. São fibras de tecido conjuntivo (septos fibrosos) que ancoram a pele à fáscia. Quando o tecido adiposo entre elas ganha volume ou perde elasticidade, essas âncoras puxam a pele para baixo, e é assim que se formam as depressões. Actuar sobre elas pede uma técnica específica; pressão sozinha não chega.

A prega glúteo-femoral, a dobra onde o glúteo encontra a coxa, costuma concentrar mais aderências do que qualquer outra zona, porque é exactamente onde a fáscia glútea se une à fáscia lata da coxa. Essa fusão cria uma zona de maior rigidez e tensão. Não é coincidência que as covinhas mais profundas e mais difíceis de tratar apareçam quase sempre aqui.

Quem tem celulite nos glúteos: grupos etários, perfis e o que a investigação diz

A celulite nos glúteos aparece mais cedo do que a maioria das mulheres pensa. Estudos epidemiológicos mostram que 25% das mulheres têm celulite visível nos glúteos antes dos 20 anos, 65% antes dos 30, e mais de 85% depois dos 35. Não é uma questão de peso: mulheres com IMC normal têm celulite nos glúteos com a mesma frequência que mulheres com excesso de peso, e atletas de alto rendimento também a têm. É sobretudo hormonal, genética e estrutural, e o tratamento tem de se adaptar a cada fase da vida.

Entre os 18 e os 25 anos a celulite costuma ser edematosa e de grau 1: visível ao apertar, mole ao toque, muito influenciada pelo ciclo menstrual e pelos anticoncepcionais hormonais. É também a fase em que o protocolo de drenagem manual, pressoterapia e massagem suave funciona mais depressa, e onde os resultados costumam durar mais. Se há uma coisa que gostava que as mulheres mais novas soubessem, é esta: vir mais cedo compensa, não vale a pena esperar que a celulite se instale primeiro.

Já entre os 25 e os 40 anos, a faixa que mais aparece no Fisalis, a fáscia começa a perder elasticidade, as aderências instalam-se aos poucos, e a celulite costuma passar de edematosa a mista, com componente fibrótica a somar-se à hormonal. Continua a piorar com a gravidez, com os anticoncepcionais, com o stress. É também o grupo onde a expectativa inicial (“umas massagens e resolve-se”) mais precisa de ser ajustada para “protocolo consistente”, e onde essa conversa costuma fazer toda a diferença no resultado final.

Depois dos 40, entra a menopausa em jogo. A queda do estrogénio na perimenopausa acelera a perda de colagénio dérmico, até 30% nos primeiros cinco anos, segundo dados do Journal of Investigative Dermatology. A pele fica mais fina e menos elástica, e uma celulite que era grau 2 pode passar a grau 3 mesmo sem nenhuma mudança de hábitos. Para este grupo o protocolo é mais intensivo e mais longo, e costuma combinar massagem modeladora com técnicas de estimulação de colagénio.

Há ainda um perfil à parte: o das atletas e praticantes regulares, provavelmente o grupo com a maior dissonância entre o que esperam e o que encontram. Chegam com glúteos musculados e definidos, e mesmo assim com celulite de grau 2 a 3, o que “não faz sentido” à primeira vista. Faz, sim: o treino de força aumenta o volume muscular, e isso pode tornar a celulite do tecido subcutâneo mais visível, não menos. Junta-se ainda o facto de que treino intenso sem recuperação adequada pode agravar a retenção local de fluido por inflamação muscular repetida. Para este grupo o protocolo combina massagem modeladora com drenagem de recuperação, e o timing das sessões em relação ao treino passa a ser tão importante quanto a técnica em si.

O que não funciona nos glúteos: o top das decepções

Vem muita gente ao Fisalis depois de já ter tentado várias coisas. Não por falta de dedicação, quase sempre por falta de informação sobre o que cada método realmente faz.

Os agachamentos e hip thrusts são talvez o exemplo mais frustrante. Um hip thrust bem executado recruta o glúteo máximo com uma eficácia que poucos exercícios conseguem igualar, e o resultado é visível: glúteo mais forte, mais volumoso, mais levantado. Só que o tecido adiposo subcutâneo, com as suas aderências e o fluido retido, fica exactamente na mesma. A confusão nasce daí: um glúteo com mais tónus parece “melhor”, mas isso é forma muscular, não ausência de celulite.

A electroestimulação (EMS/TENS) tem o seu lugar real na reabilitação muscular e na estimulação de fibras de tipo II: activa a contracção por impulso eléctrico, sem que a pessoa precise de fazer o movimento. Nos glúteos, melhora o tónus muscular. O que não faz é chegar ao tecido adiposo subcutâneo nem à fáscia glútea, e para celulite propriamente dita não há evidência de eficácia directa.

Com o rolo de madeira o problema costuma ser o excesso, não a técnica em si. Usado correctamente tem algum efeito de activação circulatória. Mas com pressão excessiva (o que acontece com frequência quando alguém está a tentar “forçar” um resultado) irrita os capilares, provoca micro-hematomas em pele sensível, e continua sem trabalhar nas camadas onde a celulite realmente está.

Os cremes anti-celulite trazem sempre a mesma limitação, independentemente da fórmula. Cafeína, retinol, extracto de centella asiática, aminofilina: chegam a 2-3 mm de profundidade, e as aderências da fáscia glútea estão a 5-8 mm. Melhoram a textura superficial e ajudam na hidratação, isso sim. A distância entre onde chegam e onde o problema está é que é grande demais.

Por fim há a mesoterapia, que introduz substâncias activas (cafeína, fosfodiesterase, L-carnitina) directamente no tecido subcutâneo. Tem evidência moderada para celulite de grau 1-2 em zonas de fácil acesso. Nos glúteos, onde a fáscia é mais espessa e o tecido mais denso, os resultados costumam ser menos consistentes do que noutras zonas do corpo, e por isso funciona melhor a somar-se ao trabalho manual do que a tentar substituí-lo.

As técnicas por zona dos glúteos: o que fazemos e como

Os glúteos dividem-se em quatro zonas com características diferentes, e o protocolo segue essa lógica: não é trabalho uniforme sobre toda a superfície.

Na zona superior, o topo do glúteo, há geralmente menos celulite mas maior tendência para flacidez em mulheres acima dos 35 anos. O trabalho aqui passa por petrisagem circular profunda (as palmas em movimentos amplos que mobilizam o tecido sobre a fáscia, sem a pressão pontual que outras zonas exigem) e vacuum com copo grande (7 a 8 cm) em movimentos ascendentes e laterais. O foco está em estimular circulação e colagénio.

A zona inferior costuma ser a mais problemática: é onde a celulite fibrótica de grau 3 se concentra com mais frequência, com nódulos mais duros, aderências mais profundas e resposta mais lenta ao tratamento. Aqui entra a fricção transversal profunda (perpendicular às fibras do tecido conjuntivo, com pressão sustentada sobre cada foco de fibrose) e o vacuum usa copo médio (5 a 6 cm) em espirais descendentes que aspiram e libertam o tecido progressivamente. A pressão pontual sustentada sobre os nódulos, 30 a 90 segundos por ponto até sentir a resistência ceder, é provavelmente a técnica com maior impacto directo sobre a fibrose já estabelecida nesta zona.

Depois há a prega glúteo-femoral, a dobra onde o glúteo encontra a coxa, e é aqui que o trabalho fica mais específico de todo o protocolo. É onde as aderências são mais profundas e onde se formam as covinhas mais visíveis, precisamente porque é a zona de maior tensão fascial. A técnica usa copo pequeno (3 a 4 cm) ao longo de toda a extensão da prega, com movimento repetido de sucção e libertação: o copo aspira, desloca o tecido, liberta, e recomeça, actuando directamente sobre as âncoras fasciais responsáveis pelas depressões. A fricção transversal com os polegares ao longo da prega completa o trabalho.

E há a zona lateral, a chamada “sela de cavalo”, onde a acumulação de gordura localizada costuma andar associada à celulite. Aqui combinamos rolos modeladores em movimentos ascendentes e laterais com vacuum lateral do centro para fora. Como a fáscia lata está próxima desta zona, o stripping longitudinal ao longo da banda IT ajuda a libertar tensão fascial que contribui para o aspecto desta área.

ZonaTécnicas principaisCopa vacuumObjectivo principal
SuperiorPetrisagem circular, vacuum ascendente7-8 cm, movimentos amplosEstimular colagénio e circulação, prevenir flacidez
InferiorFricção transversal profunda, pressão pontual nos nódulos, vacuum espiral5-6 cm, espiral descendenteQuebrar fibrose estabelecida, liberar nódulos
Prega glúteo-femoralSucção-libertação repetida, fricção transversal com polegares3-4 cm, sucção e libertaçãoLiberar aderências fasciais que criam covinhas profundas
Lateral (culotte)Rolos ascendentes, vacuum lateral, stripping IT band5-6 cm, lateralMobilizar gordura localizada, liberar tensão fascial lateral

O que não se faz nos glúteos: tapotement (percussão), que activa a vascularização superficial mas não actua sobre as aderências fasciais e em pele com capilares comprometidos pode causar irritação; electroestimulação sem trabalho manual prévio, que estimula o músculo por baixo da fáscia sem mobilizar o tecido acima; e vacuum com pressão máxima sem aquecimento prévio, já que a fáscia glútea precisa de 10 a 15 minutos de trabalho manual antes de aceitar sucção de alta pressão sem reacção defensiva do tecido.

Estilos de massagem e protocolos reconhecidos para os glúteos

Existem vários sistemas de massagem com aplicação documentada na celulite dos glúteos, e não são mutuamente exclusivos: o protocolo do Fisalis costuma integrar elementos de vários, conforme o caso.

Para celulite edematosa, o método Vodder de drenagem linfática manual, criado por Emil Vodder nos anos 30 e reconhecido pela Sociedade Internacional de Linfologia, costuma ser a primeira escolha. Activa os gânglios inguinais e ilíacos antes de mobilizar o fluido da zona glútea, com uma pressão específica (30-40 mmHg) pensada para os capilares linfáticos superficiais. Estudos publicados no European Journal of Lymphology mostram redução mensurável do edema subcutâneo glúteo já após oito sessões.

Já para a componente fibrótica, a técnica de Cyriax costuma dar melhor resposta. Foi desenvolvida pelo ortopedista James Cyriax nos anos 70, originalmente para reabilitação de tendões, e aplica-se à celulite através da fricção transversal profunda: movimentos perpendiculares às fibras de colagénio, com pressão sustentada, que desfazem as aderências responsáveis pelas covinhas. É a técnica com maior evidência para celulite fibrótica de grau 3-4, desde que aplicada com pressão adequada e pelo menos 3 a 5 minutos por zona.

Quando o componente fascial é marcado (o que acontece na maioria dos casos de grau 3), a terapia miofascial entra como preparação. Não é massagem no sentido clássico: é pressão lenta e sustentada que segue a resistência do tecido até este “ceder” e se reorganizar. Libertar a fáscia glútea desta forma cria as condições para que o vacuum e a fricção funcionem melhor nas sessões seguintes.

E há a vacuum-terapia clínica, usada desde os anos 50 em países do antigo bloco soviético para tratamento de tecidos moles. A sucção controlada actua directamente sobre as aderências entre a pele e a fáscia glútea, o mecanismo exacto que cria as covinhas. Um estudo publicado no Journal of Cosmetic Dermatology (2014) mostrou 47% de redução na visibilidade da celulite glútea após doze sessões de vacuum combinado com massagem manual, contra 18% com massagem manual isolada: praticamente o triplo.

Exercícios que complementam o protocolo: e quando fazê-los

Há exercícios que são bons aliados do protocolo, não porque resolvam a celulite sozinhos, mas porque melhoram a circulação local, activam a musculatura que bombeia o sistema linfático, e deixam o tecido mais receptivo ao trabalho manual.

Para activação linfática diária (15-20 minutos): caminhada em ritmo moderado, cujo movimento rítmico dos glúteos activa os vasos linfáticos desta zona de uma forma que o treino de força não consegue; agachamentos com peso corporal, sem carga extra, onde a flexão-extensão funciona como bomba linfática; e natação, cuja pressão da água sobre os glúteos combinada com o movimento tem efeito de drenagem já documentado.

Para fortalecimento com impacto na circulação, 2-3 vezes por semana: glute bridge com band de resistência, que activa o glúteo médio e os rotadores externos (frequentemente sub-activados, e que contribuem para a estase circulatória lateral quando fracos); hip thrust com carga moderada, não máxima, para activar sem criar a inflamação muscular que agrava a retenção; e leg press unilateral, que activa toda a cadeia posterior e estimula o retorno venoso da zona.

Depois há a mobilidade fascial, a fazer após cada treino (10 minutos): foam roller na zona lateral do glúteo e na banda IT, que liberta tensão fascial comprimindo menos os vasos linfáticos laterais; pigeon pose do yoga, cujo alongamento do piriforme e da cápsula da anca melhora a circulação profunda da zona; e hip flexor stretch, já que o encurtamento dos flexores da anca (comum em quem passa horas sentada) altera a biomecânica pélvica e contribui para estase circulatória nos glúteos.

Quanto ao timing: evita treino intenso de glúteos nas 24 horas depois de uma sessão, porque o tecido precisa desse tempo para consolidar o que foi mobilizado, e o exercício intenso pode gerar inflamação que atrapalha esse processo. Uma caminhada de 30 minutos nas horas seguintes à sessão, pelo contrário, potencia o efeito de drenagem. E treino de força fica melhor 48 horas depois: é quando o tecido está mais receptivo e a circulação local está optimizada.

Meios e produtos que complementam: o que funciona e o que é marketing

O mercado de produtos anti-celulite para os glúteos é vasto, e nem sempre honesto. Aqui vai a análise directa.

Os óleos de massagem com activos, cafeína principalmente, são um bom ponto de partida para o trabalho em casa. Nuxe Corps, Clarins Tonic Body Treatment Oil, Biotherm Body Refirm melhoram a penetração dos activos quando aplicados com massagem manual ascendente; a cafeína tem efeito vasoconstritor e diurético ligeiro, reduzindo temporariamente o fluido superficial. Encaixam bem entre sessões profissionais.

Os cremes com retinol e péptidos jogam noutra liga: o retinol estimula produção de colagénio dérmico, relevante sobretudo para celulite flácida com perda de espessura da pele. RoC Retinol Correxion Body Serum, La Roche-Posay Redermic R ou formulações de farmácia mostram efeito documentado na espessura dérmica com 12 semanas de uso contínuo. Para glúteos com componente de flacidez, valem a pena aplicados depois das sessões.

Quanto às ventosas domésticas de silicone (entre 15€ e 40€), permitem auto-aplicação de vacuum suave em casa. Feito com técnica correcta (movimento ascendente e lateral, pressão moderada, pele hidratada) têm efeito circulatório real. Feito com pressão excessiva ou sem técnica, causam hematomas sem melhorar nada. O vacuum clínico com pressão calibrada continua a jogar noutro patamar, mas como rotina caseira entre sessões cumprem bem o papel.

E há as faixas e shorts de compressão, pensados para uso durante o treino: melhoram o retorno venoso e linfático da zona glútea durante o exercício, e estudos em medicina desportiva mostram menos percepção de fadiga muscular e melhor clearance de lactato. Para celulite o benefício é indirecto: melhor circulação durante o treino reforça os efeitos de drenagem do próprio exercício. A recomendação é simples: usar só durante a actividade, não em repouso prolongado.

Quantas sessões: e resultados realistas por grau

Tipo / grauFrequênciaN.º sessõesPrimeiro resultadoResultado consolidadoManutenção
Edematosa grau 1-22x/semana8 a 12 sessões3.ª-4.ª sessão6 a 8 semanasMensal
Fibrótica grau 2-32-3x/semana15 a 20 sessões5.ª-7.ª sessão10 a 14 semanasQuinzenal
Mista + flacidez (pós-emagrecimento)2x/semana18 a 25 sessões6.ª-8.ª sessão14 a 18 semanasSemanal ou quinzenal
Grau 3-4, fibrose profunda3x/semana25 a 35 sessões8.ª-10.ª sessão18 a 24 semanasSemanal

Os glúteos respondem mais lentamente do que as coxas. A fáscia é mais espessa, as aderências mais profundas, e o tecido precisa de mais sessões para reorganizar. Já vi mulheres chegarem à terceira sessão à espera de um resultado que só aparece lá para a sexta ou sétima, normalmente depois de terem visto algo assim nas redes sociais. Com expectativas mais realistas desde o início, o protocolo costuma correr melhor e a diferença, quando chega, é real e duradoura.

O que combinado com a massagem muda o resultado

A massagem modeladora nos glúteos funciona significativamente melhor quando três coisas andam em paralelo. A primeira é hidratação real: 1,5 a 2 litros de água por dia, porque sem isto o sistema linfático simplesmente não tem capacidade para eliminar o fluido que as sessões mobilizam. A segunda é a alimentação: menos sal e menos açúcar refinado, já que o sódio agrava a retenção e o açúcar em excesso glica o colagénio, piorando a rigidez fascial. E a terceira é movimento diário de baixa intensidade: aqui a caminhada ganha ao HIIT, porque é o melhor activador do sistema linfático dos glúteos que existe.

Uma nota sobre a roupa interior: as elásticas da roupa interior que marcam ao redor dos glúteos comprimem os vasos linfáticos da zona e agravam a retenção de fluido exactamente onde não queremos. Não é mito, é mecânica. Roupa interior sem elástica compressiva nos glúteos ou shorts de cintura subida sem compressão glútea são preferíveis durante o protocolo.

Celulite nos glúteos: protocolo no Fisalis, em Leiria

A primeira sessão começa com avaliação das zonas específicas: onde está a celulite mais marcada, se há componente edematosa ou fibrótica, se há flacidez associada, e qual o objectivo (estético, funcional, ou ambos). O protocolo adapta-se à zona, ao grau e ao perfil de quem vem. Não é o mesmo trabalho para uma rapariga de 22 anos com celulite edematosa de grau 1 e para uma mulher de 45 com celulite fibrótica de grau 3 e flacidez associada.

Sessão de 60 a 90 minutos a partir de 50€. Pacotes de 10 sessões disponíveis. Valores em preços. Para perceber em que grau estás e o que faz sentido para o teu caso, escreve pelo WhatsApp.

Mais contexto: guia completo de massagem modeladora anti-celulite · celulite nas coxas: técnicas e protocolo

Perguntas frequentes

Porque é que faço agachamentos mas a celulite nos glúteos não melhora?

Os agachamentos fortalecem o músculo glúteo, que está por baixo da fáscia glútea. A celulite está no tecido adiposo subcutâneo acima dessa fáscia. São camadas diferentes. O treino melhora a forma e o tónus muscular (que é valioso), mas não atravessa a fáscia para actuar no tecido onde a celulite se forma. Combinar treino com massagem modeladora produz resultados que nenhum dos dois isolados consegue.

A celulite na prega glúteo-femoral tem tratamento eficaz?

Tem, e é a zona que mais beneficia do trabalho com vacuum de copo pequeno em movimento de sucção e libertação ao longo de toda a extensão da prega. É tecnicamente a zona mais exigente do protocolo, porque é onde as aderências fasciais são mais profundas. Responde bem com protocolo consistente de 12 a 18 sessões, mas é a mais lenta de todas as zonas dos glúteos.

Quantas sessões preciso para os glúteos, grau 2?

Para celulite fibrótica de grau 2 nos glúteos: 15 a 20 sessões bissemanais. Os primeiros resultados (textura mais suave e covinhas menos profundas) aparecem a partir da 5.ª a 7.ª sessão. Os glúteos respondem mais lentamente do que as coxas porque a fáscia glútea é mais espessa e as aderências mais profundas.

O vacuum nos glúteos dói mais do que nas coxas?

Na zona inferior e na prega glúteo-femoral sim, a intensidade é maior porque a fibrose é mais profunda e a fáscia mais resistente. Na zona superior menos, o tecido é mais responsivo. A pressão adapta-se sempre ao teu limiar e ao estado do tecido. À medida que o protocolo avança, a mesma pressão produz menos dor porque o tecido está progressivamente mais mobilizado.

Celulite nos glúteos depois de emagrecer: o que fazer?

Após perda de peso significativa, a celulite nos glúteos pode ficar mais visível porque a pele perdeu tensão e a flacidez amplifica a textura. O protocolo para este caso combina massagem modeladora com técnicas de estimulação de colagénio (vacuum de alta pressão na zona superior, rolos modeladores com pressão progressiva) e é mais longo do que para celulite sem componente de flacidez: 18 a 25 sessões. Os resultados são claros mas demoram mais.

Fontes

Este artigo tem carácter informativo. Inflamação activa na zona glútea, furúnculos, varizes com complicações ou trombose venosa profunda activa são contraindicações para massagem modeladora. Em caso de dúvida sobre indicação, consulta o teu médico antes de marcar.

Tem dúvidas ou quer marcar uma sessão?

Maryna Syrgiychuk Técnico Auxiliar de Reabilitação e Fisioterapia

Técnica Auxiliar de Reabilitação e Fisioterapia pela Escola do Saber, Leiria. Especialista em massagem de relaxamento, drenagem linfática, pressoterapia e técnicas de bem-estar.…

Conteúdo produzido com apoio de IA, revisto pela equipa Fisalis.